"6.º Congresso Internacional de Serviço Social" dedicado à mudança e resiliência numa sociedade de risco.
A Universidade Lusíada, através do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa (ISSSL), realizou, nos dias 22 e 23 de Abril de 2021, em formato on-line, o "6.º Congresso Internacional de Serviço Social (CISS)", que versou sobre a mudança e a resiliência numa sociedade de risco, com a coordenação do Prof. Doutor Duarte Vilar, director do ISSSL e do Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Intervenção Social (CLISSIS), da Prof.ª Doutora Teresa Rodrigues da Silva e da Prof.ª Doutora Inês Casquilho-Martins, ambas docentes do ISSSL e investigadoras do CLISSIS.
Esta edição, sob o signo de um contexto pandémico que operou transformações significativas nas sociedades contemporâneas, promoveu a necessária análise de especialistas nacionais e estrangeiros, que partilharam conhecimento científico e experiências profissionais, incidindo nos múltiplos impactos da COVID-19 e nos desafios marcados pelo contexto da atual crise pandémica.

Ilustração 1 – Prof. Doutor Duarte Vilar na abertura do CISS.
O programa do evento estruturou-se em torno de problemáticas como as ilações a retirar da pandemia, as redes e as relações sociais em tempos de mudança, as crises e as relações sociais, e os referidos desafios que se colocam à intervenção social no contexto actual, bem como de diversas áreas temáticas, a saber: ensino, formação e competências profissionais; governança e participação dos cidadãos; história social, memória e arquivos; intervenção em rede e parcerias; qualidade nos serviços sociais e de saúde; políticas públicas, desenvolvimento local e regional; políticas sociais e bem-estar social; Serviço Social e boas-práticas; e sustentabilidade e estratégias organizacionais.
As conclusões apontam para o reforço do compromisso ético do Serviço Social com as sociedades e com os cidadãos e de uma adequada partilha de informação que contribua para tomadas de decisão política, institucional e profissional.
Evidenciam-se, deste modo, o empenho e a capacidade de resiliência dos assistentes sociais, dos serviços e das respostas sociais em tempos de crise, destacando-se a sua capacidade de adaptação à mudança num cenário de incerteza e riscos.

Ilustração 2 – Pormenor dos participantes no CISS.
Dada a sua relevância, foi considerado o potencial de intervenção das redes colaborativas e das relações sociais, bem como do Estado na protecção social em áreas como a saúde, o envelhecimento, a educação e a actividade económica. Neste domínio, as políticas públicas e sociais assumiram uma função relevante na garantia de direitos fundamentais e no combate às desigualdades e problemas sociais agravados neste período.
Os contributos do 6.º Congresso Internacional de Serviço Social trouxeram, assim, ao debate científico, académico e profissional um conjunto de reflexões e estímulos para uma acção mobilizadora do Serviço Social como agente de mudança social, cujo contributo é essencial para a recuperação dos severos impactos da actual pandemia por parte das sociedades.
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Nota: notícia elaborada com o apoio da Prof.ª Doutora Inês Casquilho-Martins.
Rita Neto Marques
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Rita Neto Marques é redatora e revisora no Departamento de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e mestre em Ciências da Informação e da Documentação, área de especialização em Biblioteconomia.
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