Professor Mário Chaves apresenta movimento A<[inp]3 na sua nova publicação.
"A<[inp]3: arquitetura infinitária, noética e protométrica" é o título da mais recente publicação da Universidade Lusíada Editora (ULE), da autoria do Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves, docente da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), e que conta com o apoio do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD).
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Ilustração 1: capa do livro. (© Fundação Minerva • Pedro Gama, 2026)
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Num momento em que assistimos a uma instabilidade dos valores, pela fragmentação das referências e pela crise das grandes utopias, a arquitetura deixa de poder ser definida apenas pelo que constrói. De acordo com o Professor Mário Chaves, a disciplina deve definir o que ela pensa, interpreta e estrutura em termos concetuais. Neste contexto, o autor apresenta a tríade "Infinitary Noetic Protometricism" que se materializa no código A<[inp]3, um movimento teórico que não propõe novos estilos formais, mas uma nova forma de compreender a arquitetura enquanto sistema de pensamento.
No primeiro elemento da tríade, este movimento defende uma visão infinitária da disciplina: uma arquitetura que nasce em sistemas sem limite, numa lógica estrutural anterior à matéria e numa racionalidade profunda que organiza o real como se fosse uma construção imaterial. Por outras palavras, a arquitetura tem a sua génese no pensamento de quem a opera e não no espaço físico propriamente dito. Segue-se a dimensão noética, que entende a arquitetura como um ato de consciência intelectual. Aqui, a perceção, a proporção e a ideia antecedem a forma construída. A arquitetura é vista como uma prática do pensamento, em que a execução material segue decisões de natureza concetual. A fórmula é encerrada pela dimensão protométrica, que parte da ideia de que toda a medida humana deriva de uma ordem primordial anterior. A protometria procura a origem da ordem que torna o mundo inteligível.
O Professor Mário Chaves guia-nos numa viagem sobre este movimento arquitetónico do século XXI que não se limita ao espaço físico e onde o arquiteto é entendido não apenas como construtor de espaços, mas como operador de conceitos que excedem a experiência sensível e se relacionam com estruturas mais profundas do pensamento. Não se trata de substituir correntes como o modernismo, o pós-modernismo ou o parametricismo, mas sim reinterpretá-las como expressões parciais de uma mesma condição: a arquitetura enquanto manifestação finita de uma ordem infinita de ideias. O movimento A<[inp]3 propõe uma mudança de foco: da forma para o princípio, do objeto para o pensamento, do estilo para o fundamento.
Ao longo da obra, o Professor Mário Chaves apela a uma consciência arquitetónica mais profunda, em que construir é participar numa estrutura dinâmica de conhecimento, desenhar é inscrever ordem no mundo e pensar o espaço é também refletir sobre o lugar do humano no universo.
O livro encontra-se disponível na Casa do Conhecimento da Universidade Lusíada (Lisboa), para empréstimo domiciliário ou apenas para consulta no local. Está, também, disponível em edição eletrónica, em acesso aberto, no Repositório da Universidade Lusíada (RUL).
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Ilustração 2: Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)
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O Professor Doutor Arqt. Mário Alves Chaves, para além de docente da FAA, é investigador integrado do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), da Universidade Lusíada, onde integra o grupo de investigação "Arquitetura e urbanismo". É coordenador e autor de diversas obras já publicadas pela ULE, das quais se destacam: "Virtus: a arquitetura do poder no poder da arquitetura" (2025); "Vanitas: arquitetura: vaidade, beleza e forma, valor na sociedade flexiexistencialista e tecnogóstica" (2025); "S = P + A + P: Societas = philosophia + architectura + progressio: a sociedade como resultado da ação semiótica da filosofia, da arquitetura e do progresso, a cada tempo" (2025); "Aggregatio: arquitetura e ecologias da existência: práticas espaciais na era pós-antropocêntrica: arquitetura, como entidade agregadora pela força da coesão" (2025); "Architectura et etc.: porque há arquitetura em tudo o que há" (2025); "Venustas" (2024); "Propositus architectus at universum: o sentido da arquitectura na sociedade flexiexistencialista" (2024); "Kósmos" (2023); "Casa de Janus" (2021); "Cavalo de Troia" (2020).
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Ilustração do banner: pormenor da capa do livro. (© Fundação Minerva • Pedro Gama, 2026)

Ana Rita Ribeiro
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Biografia completa
Ana Rita Ribeiro é bibliotecária nos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada, desde 2008, e colabora, entre outras áreas, no tratamento e processamento da informação, na redação de notícias, no apoio ao utilizador e à aprendizagem.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduada em Ciências Documentais (variante de bibliotecas).
Para além da sua atividade profissional, aposta em tempo de qualidade com a família, na leitura e é entusiasta do exercício físico, corrida e trail running.
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