Arquiteta paisagista Catarina Assis Pacheco aborda, em conferência para estudantes de Arquitetura, as escalas de trabalho na arquitetura paisagista.
No dia 13 de março de 2024, realizou-se, na Universidade Lusíada (Lisboa), uma conferência subordinada ao tema "A prática da arquitetura paisagista: escalas de trabalho", da responsabilidade da arquiteta paisagista Catarina Assis Pacheco, do ateliê F|C Arquitectura Paisagista. A iniciativa, organizada pela Professora Doutora Arqt.ª Ana Isabel Arez de Magalhães, regente da unidade curricular de "Ambiente e Sustentabilidade", do 3.º ano da licenciatura em Arquitetura (mestrado integrado) da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA), levou a olhar a paisagem como um sistema espacial, combinando ciência e arte e sustentando-se nas ciências naturais, sociais e tecnológicas, nas artes e nas humanidades.

Ilustração 1: Pormenor da assistência. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
A oradora convidada é, com a Arqt.ª paisagista Filipa Cardoso Meneses, uma das gestoras do ateliê de arquitetura paisagista desde 1997, e, recentemente (em novembro de 2023), com o projeto "O jardim do mundo", ganhou o concurso público, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, para a requalificação da Praça do Martim Moniz. A paisagem é a sua matéria de estudo e de intervenção, o seu objeto de trabalho, e esta conferência permitiu partilhar com os estudantes a experiência de quase três décadas dedicadas à arquitetura paisagista, em concreto as diversas escalas de trabalho, desde o ordenamento da paisagem (escala regional ou territorial) ao projeto de pequenas dimensões (escala local ou de sítio).
O projeto paisagístico implica, para o profissional, uma necessidade de conhecimentos sociais, biológicos e estruturais e, sobretudo, a compreensão do objeto de estudo como um todo e da sua subdivisão para a escala de trabalho, porque é um espaço a ser trabalhado e necessariamente dividido e preenchido. Dividir o ecossistema que é a paisagem é uma tarefa complexa, mas que precisa ser feita, para determinação e caracterização de um objeto numa escala que possa ser "trabalhável".
A conferencista destacou que as escalas de trabalho são de extrema importância na arquitetura paisagista, pois ajudam a definir o contexto espacial, a proporção e a relação entre os diferentes elementos presentes num projeto, desempenhando assim um papel crucial na criação de projetos de arquitetura paisagista bem-sucedidos, fornecendo uma estrutura para a conceção, comunicação e implementação de ideias de design.

Ilustração 2: Arquiteta paisagista Catarina Assis Pacheco. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
As escalas ajudam os arquitetos paisagistas a: planear o layout do projeto de forma precisa; visualizar e compreender o espaço no qual vão trabalhar; perceber a sua proporção e dimensão, garantindo que todos os elementos do projeto, como árvores, arbustos, caminhos e estruturas, estão em proporção adequada entre si e relativamente ao ambiente circundante; comunicar e colaborar, por meio de uma linguagem comum, com clientes, empreiteiros e engenheiros; avaliar de forma mais completa o impacto ambiental; e a detalhar e a implementar o projeto, especificando materiais, quantidades e localização precisa de cada elemento, facilitando a execução do mesmo no terreno.
Este evento possibilitou aos estudantes compreenderem a interdependência das escalas, sendo que os projetos de arquitetura paisagista devem considerar todas para garantir uma abordagem integrada ao design do espaço exterior. Mais, percebeu-se a necessidade de o arquiteto paisagista trabalhar em colaboração estreita com outros profissionais (urbanistas, engenheiros e ecologistas), para garantir que os seus projetos respondem às necessidades das comunidades e do meio ambiente, uma das preocupações do ateliê F|C Arquitetura Paisagista.
página web calendário fotogaleria
____________________________________
Fotografia do banner: Pormenor da conferência da Arquiteta paisagista Catarina Assis Pacheco. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
