b-on divulga balanço do 1.º semestre de acesso aberto dos Acordos Transformativos.
A Biblioteca do Conhecimento On-line (b-on), uma plataforma da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) divulgou, recentemente, o boletim informativo de publicação ao abrigo dos acordos transformativos b-on - 2026, relativo ao primeiro semestre de 2026 (com informação atualizada a 28 de julho).

Ilustração 1 e 2: Utilização de quotas por editoras e volume de publicação por tipo de instituição. (© Simone Zacarias, 2026)
No que respeita a quotas, das 12 editoras com acordos transformativos, quatro já utilizaram a quota anual de 2026: Springer, T&F, Wiley e IEEE. A Elsevier utilizou 56% da sua quota, a ACS 80%, a RSC 70% e a AIP apenas 16%. As editoras ACM, IOPe SAGE têm quota ilimitada. De cerca de três mil e trezentos artigos 88,4% foram publicados por Universidades (2.910 artigos), seguidas dos Politécnicos com 7,7% (254), Instituições de I&D com 2,9% (95) e Hospitais, com 1,0% (33).
Nas licenças que mais se destacam, excluindo os artigos sem licença identificada (T&F),a CC BY 4.0 domina, com 82,5% (2.449 artigos), seguida da CC BY-NC-ND 4.0 com 12,8% (380) e a CC BY-NC 4.0 com 4,6% (138). As Universidades optaram maioritariamente por CC BY 4.0(82%), enquanto os Hospitais apresentam maior diversidade (77% CC BY 4.0 e 16% CC BY-NC 4.0). A Elseviere Wiley são as únicas editoras com utilização significativa de licenças restritivas. A Springer, ACS, IOP, RSC, Emerald e AIP publicam exclusivamente sob CC BY 4.0.

Ilustração 3, 4 e 5: Distribuição por tipo de instituição, Licenças por editora e Tipo de instituição vs. licenças escolhidas. (© Simone Zacarias, 2026)
Os acordos transformativos que a b-on tem vindo a celebrar permitem a publicação, em acesso aberto, em revistas híbridas, constantes dos pacotes subscritos por parte dos autores afiliados a instituições-membros da b-on, sem quaisquer custos para estes ou para as respetivas instituições, contribuindo, desta forma, para a difusão alargada da ciência produzida em Portugal. As casas editoriais que integram esta lista podem ser consultadas na página Acesso Aberto.
O triénio 2025-2027 inaugurou um novo ciclo b-on, destacando-se as seguintes novidades:
- Alargamento de conteúdos em alguns editores (Wiley, Taylor and Francis, AIP, SAGE);
- Subscrição da base de dados ProQuest Central, que reúne vários conteúdos multidisciplinares, em substituição das bases de dados ASC e BSC da EBSCO;
- Alargamento da possibilidade de publicação em acesso aberto, estimando-se que, em 2027, perto de 80% dos conteúdos publicados pelos autores b-on nos 14 editores abrangidos possam ser publicados em acesso aberto sem encargos.
A Universidade Lusíada é membro, já há vários anos, da b-on, destacando a instituição no panorama científico português num alinhamento com políticas atuais de ciência aberta. As vantagens desta ligação são várias:
- acesso, sem custos individuais, por parte da comunidade académica, a um amplo leque de conteúdos científicos;
- aumento da visibilidade e do impacto global das publicações produzidas na Universidade;
- ajuda à disseminação do conhecimento;
- ampliação do campo de pesquisa disponível on-line;
- acesso a recursos científicos de elevada qualidade e apoio para publicação em revistas de prestígio.
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Ilustração 6: Logótipo da b-on. (© FCT, 2026)
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A b-on disponibiliza o acesso, ilimitado e permanente, das instituições de investigação e do ensino superior aos textos integrais de milhares de periódicos científicos on-line de alguns dos mais importantes fornecedores de conteúdos, mediante assinaturas negociadas a nível nacional. Entrou em funcionamento em março de 2004, e é hoje uma referência no acesso à informação científica internacional, reunindo instituições de tipologias diversas: de ensino superior, de investigação científica e de desenvolvimento tecnológico, de saúde, da administração pública e privada sem fins lucrativos.
São objetivos da b-on:
- Promover o acesso eletrónico a algumas das principais fontes internacionais de conhecimento;
- Desempenhar um papel ativo e participativo na construção da Sociedade do Conhecimento;
- Dinamizar e estimular a comunidade para o consumo e produção de conteúdos científicos;
- Estimular a cooperação entre as entidades do sistema académico e científico nacional;
- Facilitar a gestão da informação sobre a produção científica nacional;
- Desenvolver competências-chave na gestão da informação e conhecimento;
- Racionalizar custos através de uma negociação centralizada com as editoras e demais fornecedores de conteúdos;
- Aumentar a visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados da atividade académica e investigação científica portuguesa, potenciando o seu uso e impacto na comunidade científica nacional e internacional;
- Ser referência no fornecimento de serviços eletrónicos e produtos que respondam às necessidades dos vários grupos de utilizadores;
- Desenvolver e assegurar uma política de preservação de modo a garantir o acesso perpétuo das publicações que disponibiliza aos seus membros.
acesso aberto
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Ilustração do banner: Pessoa a trabalhar em computador portátil. (© FCT, 2023)