CEJEIA promove, pela segunda vez, os encontros com candidatos à Presidência da República (segundo sufrágio).
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Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Doutor André Ventura e Professor Doutor Luís Manuel Barbosa Rodrigues. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)
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O Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA) da Universidade Lusíada, organizou no dia 28 de janeiro de 2026, uma iniciativa dedicada ao diálogo com um dos candidatos à 2.ª volta das eleições para a Presidência da República Portuguesa, marcada para 8 de fevereiro de 2026. O segundo "round" destes encontros proporcionou, à comunidade académica, um espaço de reflexão crítica e de esclarecimento sobre as ideias do Doutor André Ventura.
A organização coube à Professora Doutora Margarida Salema d'Oliveira Martins e ao Professor Doutor Luís Manuel Barbosa Rodrigues, docentes da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa) e investigadores do CEJEIA, responsáveis igualmente pelo I Encontro, realizado a 18 de novembro de 2025. O docente apresentou o candidato Doutor André Ventura e fez uma breve resenha histórica sobre "como se chega a Presidente da República", salientando a relevância de uma eleição direta para este cargo. Ressalvou, ainda, a novidade de estarmos, na 2.ª volta das eleições presidenciais, perante "dois projetos bastante diferentes, duas visões da Constituição, duas visões dos poderes presidenciais [Doutor André Ventura e Dr. António José Seguro].
O Doutor André Ventura congratulou-se pelo facto de estar numa universidade, num espaço que é, por inerência, de debate e de discussão, no qual se deve sempre "arriscar a busca pelo saber". A sua intervenção procurou responder à questão "Que país queremos?", interrogando o público presente sobre o que temos e o que queremos, defendendo uma mudança radical, criticando o imobilismo político, e afirmando-se como "o candidato da liberdade". O evento possibilitou, ainda, algum diálogo com a assistência, com um período de 'perguntas e respostas', tendo o candidato procurado esclarecer alguns pontos abordados na sua intervenção, nomeadamente a questão da dissolução da Assembleia da República (AR), afirmando "não está no meu horizonte dissolver o Parlamento para que haja algum equilíbrio de forças".
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Ilustração 2: Dr. André Ventura durante a sua intervenção. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)
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A universidade é, por tradição, um espaço associado ao pensamento crítico, à contestação intelectual e à formação de futuros quadros sociais e políticos, contribuindo para a construção de uma cidadania ativa, informada e democrática. Esta iniciativa da Universidade Lusíada, que se realizou em dois momentos distintos, possibilitou uma interação dos candidatos com os estudantes, resultando num momento de aprofundamento democrático, educação para a cidadania e reforço do papel dos jovens na participação política. Estes encontros estimulam o questionamento e aproximam os jovens das estruturas formais do sistema político, fortalecendo a ligação entre a sociedade civil, o poder político e a universidade. A presença dos candidatos presidenciais no espaço académico reforça a vocação cívica da instituição, ao permitir que os estudantes intervenham diretamente no debate político e pratiquem formas de cidadania ativa, ressalvando-se que vários estudos demonstram que o contacto direto com atores políticos aumenta a probabilidade de envolvimento cívico e o interesse pela política por parte das gerações mais novas.
O Presidente da República (PR) é um dos órgãos de soberania portuguesa e o mais alto representante do Estado, "garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, o Comandante Supremo das Forças Armadas." Apesar de não exercer funções executivas diretas, tem um papel político ativo e conformador e, "tem como especial incumbência a de, nos termos do juramento que presta no seu ato de posse, defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa". (fonte: Sítio oficial de informação da Presidência da República Portuguesa) O mandato presidencial tem a duração de cinco anos, e o próximo PR (Dr. António José Seguro) seguir-se-á a Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa oficialmente o cargo desde março de 2016 (dois mandatos). Os restantes órgãos de soberania são a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais, cabendo ao PR e ao Governo o poder executivo, à Assembleia o poder legislativo, competindo aos Tribunais o poder judicial.
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Ilustração do banner (da esquerda para a direita): Doutor André Ventura e Professor Doutor Luís Manuel Barbosa Rodrigues. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)
