Centro de Estudos Políticos e Relações Internacionais promove conferência dedicada à cyberwarfare.
Por iniciativa do Centro de Estudos Políticos e Relações Internacionais (CEPRI) da Universidade Lusíada (Lisboa), no dia 27 de fevereiro de 2023, realizou-se, na Universidade, a conferência "Cyberwarfare: uma nova ameaça para as democracias".

Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Dr. Diogo Alexandre Carapinha, Carolina Filipe Martins Rebelo Martinho e Rodrigo Andrade Santos, do CEPRI. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023)
O Dr. Diogo Alexandre Carapinha, vogal da direção do Observatório do Mundo Islâmico, foi o orador do evento, apresentando a cyberwarfare como o maior desafio para a segurança nacional, cujas motivações se prendem com razões económicas, bem como com a intenção de provocar disrupção. Este fenómeno veio, assim, mudar a forma como a guerra é vista, na medida em que o conflito não se concretiza com recurso a uma arma física, mas através de meios eletrónicos e computadorizados no ciberespaço.
De acordo com o conferencista, a cyberwarfare pode assumir as formas de espionagem, sabotagem, ataque de negação de serviço, ataque à rede de energia elétrica, ataque de propaganda, perturbação económica e ataque-surpresa, podendo, também, ser usada para denegrir a imagem de pessoas, empresas e países, através, por exemplo, de fake news. É, efetivamente, complexo defendermo-nos de um ciberataque, uma vez que a segurança cibernética é mais difícil de implementar. Além de ser necessário possuir ferramentas para lidar com um ataque desta natureza, é importante perceber por que motivo acontece, permanecendo, ainda, a dificuldade no que respeita à criação de um sistema de cibersegurança uniforme em Portugal. Com efeito, é exigido às autoridades um maior esforço na prevenção de ciberataques, no entanto, esta estratégia deve considerar o encorajamento dos governos e das empresas para trabalharem em conjunto, no sentido de perceberem as suas próprias vulnerabilidades, pelo que a cooperação entre os sectores público e privado poderá ser fundamental para atenuar as ameaças.

Ilustração 2: Dr. Diogo Alexandre Carapinha. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023)
O orador enquadrou, igualmente, a cyberwarfare no contexto da guerra na Ucrânia, mencionando, nomeadamente, o ataque a alvos ucranianos, tais como agências governamentais e empresas privadas, dificultando o acesso da população a informação fidedigna e a bens essenciais, como alimentação, energia e cuidados de saúde.
Foram, também, apresentados exemplos de cyberwarfare, bem como outros perigos associados e conceitos importantes para a compreensão do tema central do evento.
No final, houve um espaço dedicado a perguntas e respostas, que promoveu a reflexão acerca de alguns assuntos apresentados pelo Dr. Diogo Alexandre Carapinha.
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Fotografia do banner: Dr. Diogo Alexandre Carapinha. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023)
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Rita Neto Marques
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Rita Neto Marques é redatora e revisora no Departamento de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e mestre em Ciências da Informação e da Documentação, área de especialização em Biblioteconomia.
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