Estudante da Lusíada ganha concurso para o projeto de arquitetura da Fundação Dino D’Santiago.
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Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, Lucas (filho do artista) e Dino D'Santiago nas instalações da Universidade Lusíada (Lisboa) durante a reunião do júri. (© Anónimo, 2024)
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"Só uma Fundação deixaria o impacto daquilo que hoje me define" – foi com estas palavras que o artista Dino D'Santiago apresentou o projeto que leva o seu nome, dedicado aos "domínios da arte, educação e promoção artística e ambiental", temáticas às quais tem dedicado especial atenção na sua carreira profissional. A Fundação Dino D'Santiago, a concretizar materialmente muito em breve, na cidade da Praia, na ilha de Santiago, Cabo Verde, onde o artista tem raízes familiares, vem ao encontro do seu desejo em deixar um legado para as atuais e futuras gerações que se encontram em contextos socioeconómicos vulneráveis, no arquipélago.
No dia 24 de outubro de 2024, no Tokyo Lisboa, clube de jazz da capital portuguesa, aproveitando a celebração do seu 45.º aniversário, foi anunciado o resultado do concurso para o projeto de arquitetura da Fundação Dino D'Santiago, processo que começou em novembro de 2023, e que partiu de uma iniciativa da Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, no âmbito da unidade curricular de "Projeto 3", do 5.º ano do mestrado integrado em Arquitetura, da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), e que contou, desde o primeiro momento, com a colaboração do Professor Doutor Arqt. Fernando Hipólito.
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Ilustração 2 (da esquerda para a direita, de cima para baixo): Alguns elementos do Júri: Débora Katisa Carvalho, Dino D'Santiago, Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, Professor Doutor Fernando Hipólito, Ângela Barbosa, Andreza e Jorge (pais de Dino D'Santiago), Soraia de Deus, Alberto Koenig e Liliana Valpaços. (© Anónimo, 2024)
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"Um cliente real", iniciado a 16 de novembro de 2023, com a presença de Dino D'Santiago em sala de aula, foi a primeira oportunidade para o artista expor os seus requisitos, em forma de enunciado, aos futuros arquitetos, para que estes desenvolvessem propostas arquitetónicas para a Fundação Dino D'Santiago, tendo em consideração as necessidades reais do cliente. Seguiu-se um novo encontro nas instalações da Universidade Lusíada (UL), em maio de 2024, para a apresentação e apreciação dos trabalhos dos estudantes Alina Smochina, Carlos Silva, Diana Isabel Ramires Faria, Emilie Cavalchini, Érica Filipa Borges de Oliveira Ruivo, Erika Vanessa Santos Lemos e Sousa, Isabella Maiuskas, Maria de Assis Libório, Maria Revés Caeiro, Maria Teresa Gil de Borja Figueirinhas, Nelson Miguel Monteiro Peixoto, Nilvano Cristo e Raffaele Lopez-Roca.
Por fim, no dia 22 de outubro, foi altura de se conhecer o projeto escolhido, numa reunião com o júri, realizada na UL, via plataforma Zoom, que contou com a presença do músico, do seu filho Lucas e da Professora Helena Botelho, e on-line com os restantes elementos: o Professor Fernando Hipólito, a primeira-dama de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, o Ministro da Cultura de Cabo Verde, Augusto Veiga, a gestora do Centro Cultural de Cabo Verde, Ângela Barbosa, a diretora-executiva da Mundu Nobu, Liliana Valpaços, a diretora de Comunicação da Agência Cabo-verdiana de Imagens, Soraia de Deus, o músico e arquiteto cabo-verdiano, Alberto Koenig, e os pais do artista, Andreza e Jorge.
O júri decidiu atribuir 3 prémios, cabendo o 1.º lugar à estudante Erika Vanessa Santos Lemos e Sousa, seguida das colegas Emilie Cavalchini e Alina Smochina.

Ilustração 3: Pormenores do projeto vencedor. (© Erika Vanessa Santos Lemos e Sousa, 2024)
Sobre o projeto vencedor, Dino D'Santiago referiu que "[...] trouxe-nos a Roda do Pensamento, um espaço onde as ideias flutuam sem limites, sem ângulos retos que cerquem a imaginação. Ali, o pensamento será livre, [...] e o diálogo florescerá como uma árvore cujas raízes mergulham fundo na alma da terra. Será o coração da biblioteca, o epicentro de um saber que abraça todos, um lugar [...] se entra de pés descalços no terreno fértil da imaginação. O anfiteatro, o primeiro espaço a ganhar vida, será mais do que um local de espetáculos. Será um ponto de encontro onde a comunidade se reunirá para partilhar histórias, celebrar a vida e a arte [...]. Como dizia Álvaro Siza Vieira, 'o que me interessa é o encontro entre o que é o programa e o que é a paisagem', e este anfiteatro será a síntese perfeita desse encontro — a paisagem do Atlântico a abraçar a alma humana. Cada espaço polivalente é um cântico à diversidade artística: música, dança, artes plásticas, workshops e conferências encontrarão aqui o seu lar. Os pátios luminosos, as texturas que convidam ao toque, e até a cafetaria, [...] foram desenhados para acolher, para unir, para criar uma comunidade onde todos se sintam bem-vindos, de pés descalços ou não. Cada recanto foi pensado para cultivar a liberdade de expressão, para celebrar a criatividade humana em todas as suas formas. Nas áreas mais reservadas, onde a burocracia inevitável se desenrola, encontram-se os bastidores dos sonhos: o escritório, a sala de apoio terapêutico e o meu próprio espaço pessoal, onde a quietude dará lugar à planificação de novos futuros. E no centro de tudo, este projeto é um santuário para as crianças — onde o futuro será nutrido com esperança e carinho, um lugar onde o espírito humano encontrará abrigo, como tão bem expressou Renzo Piano: 'A arquitetura é sobre dar abrigo ao espírito humano '[...]."
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Ilustração 4: Maqueta do projeto vencedor. (© Erika Vanessa Santos Lemos e Sousa, 2024)
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Destaque, ainda, para o clube de jazz Tokyo Lisboa, que recebe regularmente concertos de estudantes e docentes da licenciatura em Jazz e Música Moderna da Universidade Lusíada (Lisboa), que, nas comemorações do seu 45.º aniversário, se associou ao projeto de Dino D'Santiago, coordenado pelos docentes referidos, e contribuiu doando à Fundação o valor da faturação do dia 24 de outubro.
Dino D'Santiago, nome artístico de Claudino Jesus Borges Pereira, é um músico, compositor e ativista português, de ascendência cabo-verdiana, que tem recebido vários prémios, nacionais e internacionais, frequentando, atualmente, o 1.º ano da licenciatura em Jazz e Música Moderna da FAA da UL. A par da sua carreira artística, tem participado ativamente em projetos que promovem a inclusão de crianças e jovens oriundos de contextos de maior vulnerabilidade socioeconómica, tendo fundado o projeto Lisboa Criola, e foi considerado, em 2021, uma das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes pela MIPAD (Most Influential People of African Descent). O Governo português atribuiu-lhe a medalha de Mérito Cultural "[...] em reconhecimento pelo contributo dado à criação musical em língua portuguesa e à sua projeção no mundo". (fonte: página web do músico)

Ilustração 5: Pormenor de um dos projetos apresentados pelos estudantes de Arquitetura da Universidade Lusíada (Lisboa). (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
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Nota: notícia elaborada com o apoio da Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho.
Fotografia do banner (da esquerda para a direita): Maria Revés Caeiro, Nilvano Cristo, Maria Teresa Gil de Borja Figueirinhas, Dino D'Santiago com o filho Lucas, Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, Professor Doutor Arqt. Fernando Hipólito, Nelson Miguel Monteiro Peixoto, Erika Vanessa Santos Lemos e Sousa e Isabella Maiuskas. (© Anónimo, 2024)
