FAA promove ateliê com o artista plástico Carlos Nogueira.
A Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada (Lisboa), numa organização da sua diretora, a Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, docente da licenciatura em Arquitetura (mestrado integrado) e investigadora do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), apresentou, entre os dias 19 e 26 de fevereiro de 2024, o Atelier com Carlos Nogueira, um conceituado artista plástico português, que contou ainda com a participação do Studio Hammer e do Cru Atelier.

Ilustração 1: artista plástico Carlos Nogueira. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
Durante uma semana, os estudantes de Arquitetura (mestrado integrado) e da licenciatura e mestrado em Design da Universidade Lusíada (Lisboa), tiveram a oportunidade de conhecer e trabalhar com um dos nomes de destaque do mundo contemporâneo português das artes plásticas, Carlos Nogueira, um artista multifacetado, nascido em Moçambique em 1947, que tem desenvolvido vasta obra artística com base na pintura, na escultura e na performance, tendo vários trabalhos em coleções públicas e particulares, em Portugal e no estrangeiro. Enquanto artista visual, o seu trabalho articula-se em diversos campos da criação artística, cruzando fronteiras e aliando práticas pictóricas e escultóricas com o desenho, a instalação e a ação performativa, num registo poético que envolve também a escrita. Desenvolve igualmente atividade pedagógica e tem colaborado em projetos de arquitetura, cinema, dança e no âmbito do design gráfico.
A conferência inaugural, da responsabilidade do artista plástico, teve lugar no dia 19 de fevereiro, tendo referido o território multidisciplinar onde atua, com destaque para as ações performativas e manifestações artísticas nas quais o espetador é chamado a intervir. Carlos Nogueira destacou "[…] o mundo natural – a floresta, o rio, a água, o céu, o mar […]", a terra no seu conjunto, e a relação simbólica que estabelece com a sua prática artística. (fonte: página oficial de Carlos Nogueira)

Ilustração 2: pormenor do auditório, com o artista plástico Carlos Nogueira e a Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, em destaque. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
O evento contou, ainda, com a participação do Studio Hammer, um coletivo de arquitetos que tem desenvolvido trabalho prático e científico na ETH de Zurique (Eidgenössische Technische Hochschule Zürich- Instituto Federal de Tecnologia de Zurique), relacionado com a arquitetura de terra. Os arquitetos Nuno Silva e Duarte Pinto, antigos alunos de Arquitetura da Universidade Lusíada (Lisboa), procuram, nos seus projetos, "[…] respeitar a existência e a tradição […]", para uma construção sustentável. (fonte: Studio Hammer)

Ilustração 3 (da esquerda para a direita): Arqt. Nuno Silva, Arqt. Duarte Pinto e Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
No dia 20 de fevereiro, o Cru Atelier dinamizou o workshop "Construção com terra", com base na investigação e divulgação de técnicas de construção tradicionais, com especial incidência na construção em terra, que a oficina tem desenvolvido em Montemor-o-Novo, numa prática integrada na Cooperativa Integral Minga. "[…] O Cru Atelier tem um compromisso forte com a sustentabilidade e procura incorporar princípios de eco-design em todos os projetos que desenvolve. Privilegiamos a utilização de materiais ecológicos e sustentáveis, como a madeira certificada, a cortiça, a pedra natural e a taipa. Procuramos também promover soluções que permitam a redução do consumo energético e de água nos edifícios […]". (fonte: Jornal Gandum)

Ilustração 4: pormenor do workshop "Construção em terra", pelo Cru Atelier. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
A empresa foi representada pela sua fundadora, a arquiteta Tânia Teixeira, "[…] que se envolve frequentemente no processo de construção e se tem empenhado em workshops e formações de técnicas construtivas vernaculares que usam materiais naturais, com pouca ou nenhuma transformação, que resultam em soluções com pegadas ambientais mínimas […]". A arquiteta é, ainda, a responsável pela fundação da BIØN (Building Impact Zero Network) – "[…] rede cujo intuito é de educar a população jovem e adulta, nacional e internacional, na construção com soluções e materiais vernaculares e com pegadas ambientais mínimas […]". (fonte: Cru Atelier)
No dia 26, os 12 grupos de trabalho, das várias turmas que participaram no ateliê, expuseram os seus trabalhos, desenvolvidos entre os dias 21 a 25, com base num projeto proposto por Carlos Nogueira, com o suporte prático do Studio Hammer, que foram analisados e comentados pelo artista.

Ilustração 5 e 6: artista plástico Carlos Nogueira visita os grupos de trabalho. (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
A iniciativa, que durou cerca de uma semana, permitiu aos estudantes contactarem com profissionais atuantes das áreas da Arquitetura e do Design, dando-lhes a possibilidade de passar da teoria à prática, devido ao formato e dinâmica do evento, que permitiu explorar um tema específico, e cujo objetivo principal era a aplicação prática dos conceitos discutidos, algo que as licenciaturas em Arquitetura e Design da Universidade Lusíada (Lisboa) procuram que esteja presente no processo de ensino-aprendizagem das suas unidades curriculares. Salienta-se, ainda, que a interação entre diferentes perfis profissionais e a integração entre áreas distintas de atuação, promovem uma troca riquíssima de conhecimento, de experiências bem e mal sucedidas e de técnicas alternativas.

Ilustração 7 (da esquerda para a direita): Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho e artista plástico Carlos Nogueira. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
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Fotografia do banner (em destaque, da esquerda para a direita): Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, artista plástico Carlos Nogueira e Professor Doutor Arqt. Ricardo Zúquete. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2024)
