Lusíada promove aulas abertas sobre o conflito Israel–Hamas.
A Universidade Lusíada (Lisboa) promoveu, nos dias 22 e 27 de novembro de 2023, duas aulas abertas sobre o conflito Israel–Hamas, procurando de forma isenta, clara e objetiva, apresentar e analisar as posições divergentes das duas partes, através dos representantes diplomáticos de Israel e da Palestina em Portugal, tendo em conta que uma das funções de uma instituição de ensino superior, é dar oportunidade aos estudantes de conhecerem as várias perspetivas sobre assuntos relevantes da atualidade política mundial.
Organizada pelo Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia, docente e coordenador da licenciatura em Políticas de Segurança, do mestrado em Segurança e Justiça e da licenciatura e mestrado em Relações Internacionais da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), a aula aberta de dia 22 de novembro, recebeu o Dr. Yotam Kreiman, Vice-Chefe de Missão da Embaixada de Israel em Portugal.

Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Dr. Yotam Kreiman e Professor José Francisco Pavia na Aula Aberta. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023)
Por sua vez, no dia 27 de novembro, coube ao Professor Doutor Vítor Ramon Fernandes, regente da unidade curricular de "Ásia (questões políticas, económicas e sociais)" da licenciatura em Relações Internacionais da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), a organização da aula aberta que recebeu o Dr. Nabil Abuznaid, Embaixador da Missão Diplomática da Palestina em Portugal.

Ilustração 2 (da esquerda para a direita): Dr. Nabil Abuznaid e Professor Vítor Ramon Fernandes na Aula Aberta. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023)
O conflito entre a comunidade israelita e a árabe tem origem na divisão do território da Palestina, decretada pela Organização das Nações Unidas a 29 de novembro de 1947. A ideia subjacente a esta medida era a repartição deste território, até aí sob a autoridade inglesa, em dois Estados independentes.
Esta tomada de decisão era sustentada pela necessidade de criar uma pátria para os hebreus, facto que, apesar de justificado historicamente, colidia com os interesses da população árabe, que considerava, de forma intransigente, a Palestina como o seu território, não obstante, ali se ter instalado uma comunidade minoritária de judeus a partir de finais do século XIX (motivada pelas teorias sionistas de Theodor Herzl, jornalista húngaro de ascendência hebraica e ativista do direito a um "Lar Judaico" na sua terra ancestral, Israel).
aula aberta • 22 novembro aula aberta • 27 novembro
____________________________________
Fotografia do banner: Pormonor da seguinte ilustração "Israel and the Occupied Palestinian Territories: Travel Advice" (© Crown, copyright 2023).
