Novo aeroporto Luís de Camões: a localização entre 1964 e 2024 – uma leitura pelo grupo de investigação EsTejo.
O grupo de investigação EsTejo, constituído em 2007, integra o Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD) da Universidade Lusíada, com o projeto que propôs fazer um estudo de identificação e reconhecimento que parte da ideia sensível de unidade integrada sistémica, sobre um território fundacional basilar, como se reconhece o Estuário do Tejo. Este projeto, intitulado "O estuário do Tejo e as suas áreas ribeirinhas: estratégias para a sua sustentabilidade [EsTejo]", começou por reconhecer a importância do estudo conducente a um entendimento integrado, entre a estrutura hídrica / plano de água do estuário e as áreas de transição Água|Terra, designadas como áreas ribeirinhas, diferenciando-se à partida das frentes marítimas designadas habitualmente como waterfronts. Sob este enquadramento existe hoje uma visão panorâmica espacial e temporal deste território.
Com base no banco de informação do EsTejo, com o propósito de contribuir para o entendimento da posição neste sistema do futuro aeroporto internacional Luís de Camões, desenvolveu-se uma peça gráfica que apresenta a localização decidida em 2024 e a localização proposta em 1964, no âmbito do Plano Diretor da Região de Lisboa (PDRL, 1964), na sua relação com a estrutura fundamental de mobilidade (rodoviária e ferroviária), área de proteção da Reserva Natural do Estuário do Tejo e manchas urbanas.
Ilustração 1: Elaboração da equipa EsTejo, sobre cartografia de acesso aberto do SNIG DGT – mapa de fundo OpenStreetMap 2024. (© Fundação Minerva • CITAD, 2024)
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Ilustração 2: Elaboração da equipa EsTejo, sobre imagem de satélite de acesso aberto Google Earth (dados: Google, Airbus, Data SIO, NOAA, U.S. Navy, NGA, GEBCO e Instituto Geográfico Nacional) – imagem de 14/12/2015. (© Fundação Minerva • CITAD, 2015)
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Ilustração 3: Elaboração da equipa EsTejo. (© Fundação Minerva • CITAD, 2024)
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Notas:
- Esta apresentação de tradução gráfica foi elaborada sobre cartografia de acesso aberto do SNIG da Direção-Geral do Território — mapa de fundo OpenStreetMap 2024; e imagem de satélite de acesso aberto Google Earth (dados de: Google, Airbus, Data SIO, NOAA, U.S. Navy, NGA, GEBCO; e Instituto Geográfico Nacional) — imagens das datas 14/12/2015);
- A estrutura de mobilidade representada inclui a terceira travessia do Tejo (TTT);
- Para entendimento da localização em termos de estrutura administrativa do território, elaborou-se um quadro comparativo das duas localizações afastadas de 5 km, com as sucessivas alterações desde o Decreto de 18 de julho de 1835 que decretou a integração do concelho de Benavente no distrito de Santarém e a integração do concelho de Palmela no distrito de Setúbal, até à nova versão da carta administrativa (CAOP), publicada em janeiro de 2024.

Fontes:
- "Anteplano Escala 1:100.000" – Gabinete do Plano Director da Região de Lisboa de 1964; M.O.P.-D.G.S.U.;
- "Avaliação das opções estratégicas para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa – Anexo 12 Layouts – Relatório PACARL Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa – PT2 – Planeamento e Desenvolvimento Aeroportuário", MACÁRIO, Rosário, et. al; março de 2024; Comissão Técnica Independente CTI;
- "Autarquias locais e divisões administrativas em Portugal 1836-2013", TOMÁS, Ana e VALÉRIO, Nuno; Série "Documentos de Trabalho – Working Paper Series" DT/WP n.º 63; Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade de Lisboa; ISSN 2183-1785;
- "Carta Administrativa Oficial de Portugal – CAOP2023 (Continente)", Direção-Geral do Território, Data de referência (publicação): 25-01-2024; Sistema Nacional de Informação Geográfica SNIG – dados abertos; Direção-Geral do Território, Ministério da Coesão Territorial;
- Decreto-Lei n.º 280/94, de 5 de novembro (cria a Zona de Proteção Especial do Estuário do Tejo ZPE);
- Decreto-Lei n.º 51/95, de 20 de março (apresenta o limite da ZPE);
- Decreto-Lei n.º 46/97, de 24 de fevereiro (define a expansão do limite ZPE);
- "NUTS2013 - As novas unidades territoriais para fins estatísticos", Instituto Nacional de Estatística - INE; ISBN 978-989-25-0341-7; maio de 2015.
Grupo de investigação EsTejo
Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design
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Imagem do banner: Elaboração da equipa EsTejo, sobre cartografia de acesso aberto do SNIG DGT – mapa de fundo OpenStreetMap 2024. (© Fundação Minerva • CITAD, 2024)

Helder de Albuquerque Machado
Coordenador editorial
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Helder de Albuquerque Machado é Director dos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada de Lisboa e Investigador no Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Intervenção Social. É, também, responsável pelo desenvolvimento de projectos nas áreas das tecnologias da informação e comunicação, como são exemplo os portais "Arquitectura do Saber" e "e-Lusíada". Possui a licenciatura em História (ramos científico e educacional) e a pós-graduação em Ciências da Documentação e Informação, áreas de biblioteconomia e arquivística, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Actualmente, é doutorando em Arquivística Histórica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Para além da sua actividade como bibliotecário, arquivista e gestor de informação, tem desempenhado funções regulares como docente em cursos de ensino superior, como formador nas áreas da Ciência da Informação e da Internet, como orientador de estágios nos mestrados em Ciências da Informação e da Documentação e como consultor em diversas instituições. Foi membro do Conselho Editorial da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.
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