O Observador lança, em parceria com a Universidade Lusíada, o podcast "Construir o futuro".
A Universidade Lusíada acredita e defende que a qualidade do ensino e o ambiente académico são alicerces de um futuro sólido e transformador e, nesse sentido, juntou-se ao órgão de comunicação Observador no lançamento do podcast "Conquistar o futuro" — um espaço de reflexão, debate e inspiração sobre o presente e o futuro do ensino superior, coordenado pelo jornalista Paulo Ferreira, com vários episódios já gravados, transmitidos e publicados todas as quartas-feiras, às 15H30, estando disponíveis no sítio web do Observador, nas redes sociais e nas principais plataformas de podcast. O primeiro episódio, transmitido a 16 de julho de 2025, contou com presença do Professor Doutor José A.R.L. González, diretor da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), que destacou o Direito como "um curso de banda larga", desmitificando a ideia de que um licenciado nesta área só tem como saída a advocacia, apontando, entre outras possibilidades, a magistratura, o notariado, os registos, a investigação judiciária, a diplomacia e, naturalmente, a carreira académica.
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Ilustração 1: Professor Doutor José A.R.L. González. (© Fundação Minerva • Arquivo da Universidade Lusíada • Jorge Lopes Carvalho, 2018)
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O docente realçou a "falta de preparação cultural, de domínio da língua, a pobreza vocabular e o tom acrítico" com que os jovens chegam hoje ao ensino superior, dificuldades que a Universidade Lusíada tenta superar através da integração de duas unidades curriculares (Ética e Cultura Portuguesa) nos vários cursos, "que sirvam para dar formação em valores não estritamente ligados à técnica", medida que tem tido resultados positivos. Gostar de Direito implica, na perspetiva do Professor José A.R.L. González, "gostar de estudar, gostar de aprofundar temas, de argumentar, de alguma especulação intelectual [argumentação criativa]", e perceber que "um jurista não tem de empinar códigos, estes existem para serem consultados". O que é preciso é "ter cultura suficiente para saber como e onde procurar". No que respeita à evolução do ensino do Direito, foi referido o impacto das novas tecnologias, afirmando o diretor da Faculdade de Direito que "o estilo mais magistral de lecionação está perto da extinção" e, presentemente, "as aulas tendem mais a lecionar através de casos práticos – case method –, aplicando o Direito a casos concretos". Manifestou preocupação pela ameaça que a inteligência artificial (IA) pode ser à integridade académica, salientando a necessidade de uma prevenção, não obstante os aspetos positivos que a IA tem, poupando tempo na busca de jurisprudência, por exemplo. Deixou, ainda, alguns conselhos aos alunos do 1.º ano:
- Resiliência: ser capaz de encarar, de forma resiliente, a crítica e resultados menos bons, não desistindo à primeira dificuldade;
- Capacidade de trabalho autónomo: "não pode esperar que o professor lhe introduza na memória os conhecimentos";
- Rigor: "muito cuidado na formulação/exteriorização do pensamento".
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Ilustração 2: Professor Doutor Manuel Monteiro. (© Fundação Minerva • Arquivo da Universidade Lusíada • Tânia Araújo, 2016)
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Relações Internacionais (RI) foi a área científica destacada pelo Professor Doutor Manuel Monteiro, no segundo episódio, transmitido a 23 de julho, que começou logo por defender que, mais do que transmitir conceitos, a universidade deve dar ferramentas com vista a desenvolver pensamento e espírito crítico, sobretudo numa época em que se nota uma ausência da capacidade (e da vontade) para escrever, "uma preguiça no desenvolvimento do raciocínio". Confrontado com esta realidade, "há um grau de exigência maior para quem é professor universitário", considerando que há uma diferença grande entre o "antes e o pós-Covid, para pior" ("os dois anos em casa foram tenebrosos"), e com situações de "bónus nas classificações no ensino secundário", que levaram à entrada de jovens na universidade com notas que não correspondem ao real saber dos estudantes. O Professor Manuel Monteiro avançou que o curso de RI da Universidade Lusíada contempla as vertentes histórico-cultural, económica e jurídica, possibilitando uma gama ampla de saídas profissionais aos seus licenciados: diplomacia, empresas, organizações internacionais, entre outras. Recorreu às palavras de um empresário para salientar que muitas empresas, sobretudo na área comercial internacional, procuram "alguém que saiba ler o mundo". Conselhos que deixou aos estudantes: nunca perder a curiosidade – "o porquê é essencial na vida […], querer saber sempre mais"; e "que leiam, que tenham prazer em ler".
Estão já gravados mais 5 episódios, que serão transmitidos nas próximas quartas-feiras:
- Episódio 3 ̶ Professor Doutor Tiago André Lopes (Direito e Relações Internacionais);
- Episódio 4 ̶ Professor Doutor Arqt. João Paulo Rapagão (Arquitetura);
- Episódio 5 ̶ Professor Doutor Álvaro Matias e Professor Dr. Pedro Passos Coelho (Economia);
- Episódio 6 ̶ Professor Dr. João Duarte Redondo (Chanceler da Universidade Lusíada);
- Episódio 7 ̶ Professor Doutor Mário Antão (Gestão de Empresa).
As intervenções dos docentes da Universidade Lusíada destacam que o conhecimento não deve ser apenas um fim em si, mas um instrumento de transformação, individual e coletiva, porque implica curiosidade, esforço, método e reflexão crítica — qualidades indispensáveis num mundo em constante mudança. Conquistar o futuro, significa, assim, preparar-se para agir nele com competência, responsabilidade e visão. Neste sentido, o ensino superior não deve apenas transmitir informação, mas sobretudo formar pessoas capazes de pensar o futuro e participar na sua construção. Ao aprender a investigar, a pensar de forma crítica e a colaborar com os outros, os estudantes tornam-se agentes ativos na construção de soluções para os problemas sociais, económicos e ambientais que enfrentamos.
A parceria partiu da interrogação "Como se preparará a próxima geração de líderes?" e da relevância da formação universitária para 'conquistar o futuro', entendendo que este se prepara hoje. Construir conhecimento é o primeiro passo para conquistar o futuro, sendo a universidade um espaço privilegiado de formação integral do ser humano. Aqui, o estudante realiza o papel transformador da educação na sua vida, porque o futuro não se herda, constrói-se, e a base dessa construção é o conhecimento. O ensino superior é uma oportunidade real de desenvolvimento e transformação e, para além do saber técnico, a universidade desenvolve competências transversais como comunicação, trabalho em equipa, liderança, ética e literacia digital.
1.º episódio 2.ºepisódio
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Imagem do banner: Imagem do podcast. (© Observador, 2025)
