Professor José Francisco Pavia analisa, no canal Now, a situação no Médio Oriente.
O Professor Doutor José Francisco Pavia, coordenador da licenciatura e do mestrado em Relações Internacionais da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), investigador do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA) e antigo observador português junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), comentou, numa entrevista ao "Jornal à Hora de Almoço", do canal News Now, no dia 7 de outubro de 2024, a situação no Médio Oriente, no dia em que perfaz um ano dos ataques do Hamas às áreas fronteiriças do sul de Israel, na manhã do shabat, dia sagrado para os judeus.
O especialista em relações internacionais chamou, precisamente, a atenção para esta data, referindo que o Hamas teve "[…] o objetivo de comemorar, de forma lamentável, os 50 anos do Yom Kippur, um ataque completamente de surpresa a Israel, por vários Estados vizinhos [...]", recordando que Israel ficou numa situação muito complicada, não tendo os serviços secretos israelitas conseguido prever o ataque. A Guerra do Yom Kippur foi um conflito militar ocorrido entre 6 e 26 de outubro de 1973, entre uma coligação de estados árabes, liderada pelo Egipto e pela Síria, contra Israel. Na altura, "[…] a intervenção dos EUA salvou Israel […] que conseguiu reverter a situação […]", sobretudo com os Acordos de Paz de Camp David (1978), mediados pelos norte-americanos, entre Israel (Menachem Begin) e a então República Árabe Unida, representada pelo seu presidente, Anwar el-Sadat.
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Ilustração: Logótipo do canal Now. (© Medialivre, 2024)
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O Professor José Francisco Pavia enfatizou, ainda, que, ao contrário do passado, "[…] agora, não há nenhuma janela de oportunidade […]", pelo contrário, "[...] vemos fechar várias janelas que eventualmente poderiam ter sido abertas […]", dando o exemplo dos Acordos de Abraão, que poderiam ter levado ao estabelecimento de relações diplomáticas com a Arábia Saudita, por exemplo. Este tratado de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, assinado em 2020 na Casa Branca, compreende três acordos bilaterais entre Israel, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein e, posteriormente, o Sudão e Marrocos também anunciaram a normalização das relações com Israel.
Face ao atual cenário, o comentador é de opinião que "[…] estamos à beira de uma guerra catastrófica, direta entre Israel e o Irão […]" e não estamos, ao contrário do que o governo israelita afirma, perante uma "guerra limitada nem cirúrgica".
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Fotografia do banner: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023).
