Professor José Francisco Pavia comenta, no canal Now, ataque israelita a hospital em Gaza.
O Professor Doutor José Francisco Pavia, coordenador da licenciatura em Relações Internacionais e dos mestrados em Relações Internacionais e Segurança e Justiça da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa) e antigo observador português junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), comentou, numa entrevista ao canal News Now (do grupo Medialivre), no dia 4 de agosto de 2024, o ataque israelita a um hospital em Gaza, que provocou a morte a 5 palestinianos e faz o mundo recear uma escalada do conflito no Médio Oriente. Salienta-se que esta situação tinha já sido alvo de debate, no mesmo canal, pelo especialista, a 1 de agosto, às 23H00.
O ataque das forças israelitas levou o especialista em Relações Internacionais, numa entrevista conduzida pela jornalista Janete Frazão, do canal News Now (conhecido apenas como Now, lançado no passado mês de junho) a considerar que, apesar da gravidade do sucedido, "[…] ainda não se atingiu a linha vermelha, [e] a grande questão é saber qual vai ser a dimensão […], os protagonistas da inevitável retaliação do Irão, [sendo que], provavelmente será um ataque coordenado com os seus proxys: o Hezbollah no Líbano, os houthis no Iémen, as milícias xiitas no Iraque e até o Hamas, eventualmente […]" e mesmo a Síria.
O Professor José Francisco Pavia recordou que "[…] a última retaliação do Irão [em abril], foi na sequência de um ataque israelita à embaixada de Teerão em Damasco [capital da Síria], retaliação muito preparada […]: os israelitas foram avisados, países e Estados árabes foram avisados […], 95% dos drones e mísseis que foram lançados foram intercetados pelo sistema defensivo israelita […]". Agora, é saber se "[…] a retaliação se vai repetir e se será controlada da mesma maneira que aconteceu em abril ou se será uma coisa mais violenta que obrigará depois Israel a responder […] e aí atingir-se-á a tal escalada […]".
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Ilustração: Logótipo do canal Now. (© Medialivre • Facebook, 2024)
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O comentador é de opinião que "[…] a liderança de Israel não tem, neste momento, muito interesse em fazer uma espécie de apaziguamento […], Netanyahu tem um problema: se sair do governo e esta situação levar a algum cessar-fogo, será confrontado com um conjunto de processos judiciais que o poderão levar até à prisão, [logo], é do interesse de Netanyahu que isto continue […]. Do lado do Irão, temos um novo presidente que acabou de ser eleito […] e foi precisamente nessa circunstância que o líder político do Hamas foi assassinado […]".
Quanto à interferência dos EUA nesta situação, o Professor José Francisco Pavia sublinhou que o atual presidente, não se indo recandidatar, "[…] está mais livre para poder protagonizar um processo de paz […]". Sublinhou que "[…] os EUA são o maior aliado de Israel, logo tem ali um papel muito interveniente [e] Israel contará obviamente com o apoio americano, mas já não é incondicional como era há uns tempos, porque a própria diplomacia norte-americana […] tem dito que Israel tem de refrear os seus impulsos de retaliação e tem de tentar avançar para um processo de paz, o que até agora não se tem conseguido […]".
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Fotografia do banner: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2023).
