Professor José Francisco Pavia comenta, no canal Now, os acontecimentos internacionais mais marcantes.
O Professor Doutor José Francisco Pavia, coordenador da licenciatura e do mestrado em Relações Internacionais da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), investigador do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA) e antigo observador português junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), tem continuado a colaborar com o canal News Now, onde comenta os acontecimentos geopolíticos mais importantes que se desenrolam pelo mundo.
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Ilustração 1: Professor José Francisco Pavia comenta a atualidade no canal Now. (© Medialivre, 2024)
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Assim, nos dias 3 e 6 de dezembro de 2024, o Professor José Francisco Pavia marcou presença no referido canal e analisou os acontecimentos mais mediáticos do momento. Começando pelo recrudescimento do conflito na Síria, o especialista em relações internacionais falou sobre a ofensiva que levou à queda de Bashar al-Assad e a tomada de Damasco por rebeldes, envolvendo nesta contenda, grupos de oposição doméstica, fações extremistas e potências internacionais, como os Estados Unidos, Irão, Israel, Rússia, Arábia Saudita e Turquia. O conflito sírio gerou uma crise humanitária sem precedentes, implicando 12 milhões de pessoas deslocadas, assim como uma profunda crise de governação, e sem solução à vista, aliada à destruição das principais cidades e infraestruturas do país.
Seguidamente, o Professor abordou a crise política na Coreia do Sul, na qual os partidos da oposição arquitetam uma tentativa de impugnação (impeachment), depois que o Presidente Yoon Suk Yeol tentou impor uma lei marcial que colocaria a nação sob controlo dos militares, medida que causou uma forte reação pública, mas seria rejeitada pelos parlamentares.
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Ilustração 1: Professor José Francisco Pavia comenta a atualidade no canal Now. (© Medialivre, 2024)
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O Professor José Francisco Pavia abordou, ainda, o tema da crise política francesa, resultado da moção de censura que depôs o executivo de Michel Barnier, realçando, também, a posição de fragilidade do Presidente Emmanuel Macron, com reduzida margem de apoio, tanto política como popular. Foi, ainda, referida as consequências financeiras motivadas por esta instabilidade, com uma crise económica ligada à confiança dos mercados e com a dívida pública a escalar.
O acordo comercial da União Europeia (UE) com os Estados sul-americanos do Mercosul, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, assinado em Montevideu, no dia 6 de dezembro, pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von Leyen, foi o último tema a ser comentado pelo referido professor e investigador. O compromisso celebrado na capital do Uruguai aspira, no futuro, a atingir uma redução gradual das tarifas para 91% de todos os bens comercializados entre a UE e o Mercosul, prevendo-se, segundo o Professor José Francisco Pavia, ser esta uma medida positiva para os consumidores europeus, citando as palavras de Ursula von Leyen. O acordo, que, ainda, precisa de ser aprovado pelo Conselho da UE, pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos Estados-Membros da UE, é, contudo, alvo de críticas por oponentes influentes na Europa, principalmente a França, acentuou o comentador, alegando a rejeição do Presidente Emmanuel Macron, e a sua tentativa de organizar uma minoria de bloqueio para impedir uma decisão com outros Estados críticos deste acordo: a Polónia, a Áustria e a Itália.
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Nota 1: notícia elaborada com o apoio do Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia.
Nota 2: ilustração do banner: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (Fundação Minerva • Arquivo da Universidade Lusíada • Jorge Lopes Carvalho, 2018)

Jorge Lopes Carvalho
Redator e repórter fotográfico
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