Professor José Francisco Pavia comenta temas da atualidade política internacional no canal Now.
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Ilustração 1: Logótipo do canal Now. (© Medialivre • Now, 2025)
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O Professor Doutor José Francisco Pavia, coordenador da licenciatura e do mestrado em Relações Internacionais da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), e investigador do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA) da referida instituição, numa colaboração habitual com canal News Now (do grupo Medialivre), analisou, recentemente, vários acontecimentos do mundo político internacional.
A guerra na Ucrânia foi o principal alvo de intervenção e, no dia 2 de novembro de 2025, no programa "Agora", dirigido pela jornalista Anabela Benedito, com a presença de Alfredo Leite, jornalista do Correio da Manhã, o docente avançou que "a inferioridade numérica em qualquer campo de batalha, obviamente que é uma desvantagem" e o recente "reforço russo de 170 mil homens - uma avalanche - tem em vista garantir ainda mais a superioridade numérica em relação à Ucrânia", que se debate, ainda, com uma falta sistemática de armamento. Comentou, também, que a tentativa de sanções norte-americanas contra as duas principais petrolíferas russas não terá grande efeito, uma vez que muitos países não as vão aplicar.
No programa do dia 22 de novembro, no "Jornal à hora de almoço", editado por Janete Frazão, o Professor José Francisco Pavia afirmou que, no âmbito do plano delineado por Donald Trump para alcançar o fim da guerra entre Kiev e Moscovo, existem pontos que já foram mencionados nas primeiras fases de acordo. "A própria não entrada da Ucrânia na NATO, que também é um dos pontos deste acordo, também já tinha sido mais ou menos admitida por todos estes intervenientes, em troca das garantias de segurança para a Ucrânia." O plano, ou antes, o esboço de plano, é "péssimo" e significa a "total capitulação da Ucrânia, em todos os domínios".
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Ilustração 2 (da esquerda para direita): Jornalista Janete Frazão e Professor Doutor José Francisco Pavia no programa "Jornal à hora de almoço" do dia 1 de dezembro de 2025. (© Now, 2025)
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Novamente no programa "Jornal à hora de almoço", agora do dia 1 de dezembro, igualmente da responsabilidade da jornalista Janete Frazão, o especialista em Relações Internacionais, foi interpelado pela jornalista sobre a tensão recente entre os EUA e a Venezuela, considerando que "o combate ao narcotráfico é apenas um pretexto". Caso contrário, "Trump seria também obrigado a atacar a Colômbia, o México e a Nicarágua, por exemplo. Seria uma guerra total na zona das Caraíbas", explicou. O "convite simpático" do presidente norte-americano a Nicolás Maduro para abandonar o país, indo, por exemplo, para a Rússia, pode ter várias leituras, desde o controlo dos recursos económicos do território venezuelano, à supremacia norte-americana na América do Sul, lembrando que a Venezuela é o principal apoiante de Cuba e, em "efeito dominó", caindo aquela, seguir-se-ia esta.
A 7 de dezembro, no programa "Agora", o analista teceu vários comentários à reunião, prevista para Londres (que se realizou dia 9), do presidente ucraniano (Volodymyr Zelensky) com o chanceler alemão (Friedrich Merz), o presidente francês (Emmanuel Macron) e o primeiro-ministro britânico (Keir Starmer). Em cima da mesa, estará a discussão do papel mediador dos EUA nas negociações para a paz na Ucrânia. O Professor José Francisco Pavia, considerou que este encontro "é uma espécie de consolo, para dar algum ânimo a Zelensky", salientando que, no que respeita ao apoio financeiro, "as coisas continuam a arrastar-se sem que haja uma solução à vista".
O Professor José Francisco Pavia tem uma vasta experiência em análise de assuntos de política internacional, como docente, investigador e antigo observador junto da NATO. Colabora regularmente com os órgãos de comunicação social em entrevistas, mesas-redondas e debates sobre política internacional.
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Ilustração do banner: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2018)
