Professor Mário Chaves apresenta comunicações em congresso internacional de arquitetura.
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Ilustração: Cartaz do 5.º CIHEL. (© OA, 2024)
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O Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves, docente da Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada (Lisboa) e investigador do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), apresentou várias comunicações no 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL), que decorreu em Lisboa, entre os 2 e 4 de outubro de 2024, uma organização conjunta da Ordem dos Engenheiros (OE), da Ordem dos Arquitetos (OA), da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
A edição deste ano, subordinada ao tema central "Fazer Habitação", fez "[...] convergir em Lisboa, arquitetos, urbanistas, engenheiros, e outros especialistas, dos vários países da lusofonia, para abordar, discutir e partilhar soluções para os problemas da produção e acesso à habitação digna, um problema que se tem adensado, em Portugal, nos países da lusofonia e um pouco por todo o mundo." (fonte: OA)
O congresso teve 4 subtemas, debatidos em cerca de 120 comunicações, tendo o Professor Mário Chaves tido intervenções em todos os grupos.
No subtema A – "Políticas, Programas e Medidas Habitacionais – da urgência da oferta à qualidade global", o investigador apresentou "A política de valores da felicidade da habitação", onde destacou a importância de implementar "[…] novas políticas que promovam programas e medidas eficazes, para com uma nova sociedade que se vai impondo e revelando [...]": políticas de acesso e inclusão; políticas de planeamento urbano sustentável; políticas de qualidade e segurança; políticas de promoção da inovação tecnológica; e políticas de educação e capacitação.
"O habitar flexiexistencialista" foi o tema da comunicação apresentada no subtema B – "Novos Modos de Habitar e Habitação de Interesse Social – da conceção aos casos de referência", discorrendo sobre o conceito do flexiexistencialismo contemporâneo e a sua relação com a habitação, que ultrapassa a dimensão física da mesma. Considera-se que aquele "[…] enfatiza a importância da adaptação e mudança, face a uma sociedade em constante e exigente transformação."
O subtema C foi dedicado à "Construção, Reabilitação e Manutenção Habitacional – da investigação às novas práticas" e, aqui, o Professor Mário Chaves falou de "Habitação de felicidade e o ambiente valorizado", defendendo que "[…] a arquitetura da felicidade [está] ligada intrinsecamente à qualidade de vida e ao bem-estar social e emocional [e] promove a conexão entre os cidadãos […]".
Na sua última intervenção, no subtema D – "Promoção, Qualidade Habitacional e Sustentabilidade – das análises de satisfação aos novos desafios", o investigador do CITAD abordou, novamente, o flexiexistencialismo numa comunicação intitulada "Habitar: o compromisso conciliado". Enfatizou que esta corrente filosófica contemporânea pode ser aplicada "[…] para pensar transversalmente na interligação entre a promoção, qualidade habitacional tipológica e a sustentabilidade, na sociedade da inteligência (artificial)."
O CIHEL surgiu em 2010, tendo já realizado 4 encontros, em cidades de Portugal e do Brasil, que debateram temáticas relevantes para o mundo da arquitetura como "Desenho e realização de bairros para populações com baixos rendimentos" (1); "Habitação, cidade, território e desenvolvimento" (2); "Habitação: urbanismo, cultura e ecologia dos lugares" (3); e "A cidade habitada"(4).
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Fotografia do banner: Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves. (© Fundação Minerva • Tânia Araújo, 2010)
