Professor Vítor Ramon Fernandes comenta, na RTP3, o recente ataque do Irão a Israel.
O Professor Doutor Vítor Ramon Fernandes, docente na licenciatura e mestrado em Relações Internacionais e no mestrado em Segurança e Justiça da Universidade Lusíada (Lisboa), e investigador do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA), comentou, no dia 14 de abril de 2024, no noticiário "3 às 17", da RTP3, o recente ataque do Irão a Israel, fazendo, igualmente, uma análise aos efeitos de uma possível retaliação por parte do Estado israelita e o que se pode esperar da diplomacia internacional, numa crise que não afeta somente o Médio Oriente.

Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Professor Doutor José Filipe Pinto, jornalista Mariana Flor e Professor Doutor Vítor Ramon Fernandes. (© RTP • Noticiário "3 às 17", 2024)
As atenções do mundo concentram-se, nestes últimos dias, e novamente, no Médio Oriente, com o receio, crescente e justificado, de uma escalada do conflito que opõe Israel e Irão há décadas, e que este mês trouxe um ataque de Israel à representação diplomática iraniana em Damasco, Síria (no dia 1 de abril) e, mais recentemente, no dia 13, a "retaliação" do Irão, num inédito ataque direto a Israel (até agora, os ataques tinham sido sempre através dos seus aliados). A operação, que a República Islâmica denominou "Promessa Honesta", lançou mais de três centenas de drones e mísseis balísticos e de cruzeiro, a maioria neutralizada, graças à "Cúpula de Ferro", o sistema de defesa antimíssil do país, e à ajuda dos Estados Unidos da América (EUA).
A atualidade e relevância da temática levou, no dia 14 de abril, o noticiário "3 às 17", da RTP3, a convidar especialistas na área das relações internacionais que, numa conversa com a jornalista Mariana Flor, analisaram a repercussão mundial dos últimos incidentes no Médio Oriente, tendo o Professor Vítor Ramon Fernandes destacado a condenação, a nível mundial, deste ataque sem precedentes por parte do Irão. Indagado sobre o que esperar da reunião do grupo G7 e, em particular, da diplomacia, o especialista em Relações Internacionais considerou que "[...] espera-se que haja uma diplomacia que tente conter tudo isto […] para que não haja uma nova ou maior escalada do conflito [e] esta é que é a maior preocupação [até porque temos aqui] um jogo muito mais complexo, muito mais abrangente do que apenas este incidente [...]".
Com uma "diplomacia ativa" poderá evitar-se uma escalada mundial porque "[...] o que acontece no Médio Oriente, não fica só, forçosamente, no Médio Oriente [e aqui], a União Europeia tem um papel interessante, mas o papel fundamental é o dos EUA […]: querem que Israel se contenha e que tome como uma vitória a contenção do ataque iraniano [porque] uma escalada levaria a um envolvimento de mais países, o que também não interessa ao Irão […]".

Ilustração 2: Professor Doutor Vítor Ramon Fernandes. (© RTP • Noticiário "3 às 17", 2024).
As declarações do primeiro-ministro de Israel, afirmando que "[…] quem quer que nos magoe, será magoado por nós […]", levantam muitos receios e incertezas quanto à reação do Estado israelita, mas o Professor Vítor Ramon Fernandes é de opinião que Benjamin Netanyahu e Israel "ganharam pontos importantes" com este ataque: conseguiram "[...] revigorar o apoio ocidental [e] é bom para a sobrevivência política do representante israelita […]", que garantiu segurança ao povo de Israel, uma vez que o ataque foi contido.
A pressão norte-americana para evitar uma resposta armada de Israel é enorme, mas a verdade é que, considerou o comentador, "[...] Israel acaba por fazer aquilo que quer e fará sempre aquilo que quiser e o que achar que tem de fazer, se considerar que está perante uma ameaça existencial [...]". Chamou, ainda, a atenção para o "jogo de equilíbrio" a que se assiste aqui, por parte de Israel, entre vários riscos: o "[…] não capitalizar o apoio que tem [e] uma ameaça à sua existência […]".
O docente teve, ainda, oportunidade de analisar a posição dos países aliados do Irão: a Turquia, "[...] frequentemente contra Israel, por causa da questão islâmica no que toca a Gaza [...]"; a China, "[...] sempre um elemento importante, embora algo silencioso ou, pelo menos, discreto [...]"; e uma Rússia "[...] que está, naturalmente, satisfeita, porque vê várias frentes a abrirem-se [...]", e num comentário final, frisou que "[...] o que isto veio demonstrar é que Israel não vai ter paz […], vai ter de estar sempre a olhar para a frente, para trás, para os lados […]".
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Ilustração 3: Imagem do noticiário "3 às 17". (© RTP • Noticiário "3 às 17", 2024)
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A participação do Professor Vítor Ramon Fernandes, como especialista em relações internacionais, ajuda a uma melhor compreensão de temáticas da atualidade internacional e, paralelamente, os seus comentários e análise crítica assumem uma relevância significativa para os estudantes dos cursos de Políticas de Segurança e de Relações Internacionais da Universidade Lusíada. Os insights informados não só enriquecem o entendimento académico, mas também capacitam os estudantes com uma compreensão mais profunda das implicações práticas das políticas internacionais, preparando-os para enfrentar os desafios do mundo real no campo dinâmico e em constante evolução das relações internacionais. Ao abordar temas atuais da ordem internacional, que influenciam as relações entre Estados, o docente proporcionou uma oportunidade valiosa para os estudantes conectarem teoria e prática, contribuindo para uma formação abrangente e informada dos futuros profissionais dessas áreas científicas.
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Fotografia do banner: Professor Doutor Vítor Ramon Fernandes. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2021)
