Professora Helena Botelho participa em painel sobre o ensino da arquitetura no 17.º Congresso dos Arquitetos da OA.
A diretora da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, e o Professor Doutor Fernando Manuel Brandão Alves, diretor da FAA da Universidade Lusíada – Norte (Porto e V.N. Famalicão), participaram, no dia 15 de novembro de 2025, no 17.º Congresso dos Arquitetos, no painel dedicado ao ensino na área da arquitetura.
As intervenções dos docentes da Universidade Lusíada, na Sessão Setorial 6 – Ensino e formação profissional, centraram-se nas práticas pedagógicas e nos cursos de arquitetura existentes nos polos de Lisboa, Porto e Vila Nova de Famalicão.
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Ilustração 1: Cartaz da Sessão Setorial 6. (© OA, 2025)
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A Professora Helena Botelho apresentou as características específicas da licenciatura em Arquitetura (mestrado integrado) na Universidade Lusíada (Lisboa), destacando que, em 2026, a instituição chega aos 40 anos, e o curso de Arquitetura celebra 38. O "ensino artístico" oferecido resulta de uma prática transdisciplinar, que agrega vários cursos no campo das artes (Design, Jazz e Música Moderna, Artes e Comunicação Multimédia), que facilita e promove a partilha de conhecimento. Referiu que a Ordem dos Arquitetos trata diretamente com a profissão e "nós, como ensino", um ensino que se deseja "livre e aberto e no qual as diferenças nos possam unir" e formar uma rede de discussão, defendendo que "o ensino tem de preparar e a Ordem tem de acompanhar". Neste sentido, apresentou duas sugestões: um acompanhamento mais próximo da OA, sobretudo no ensino secundário, podendo articular-se com o Plano Nacional das Artes. Outro ponto de reflexão: haver formação contínua (obrigatória) na Ordem, avançando que, da parte do organismo, há essa abertura, mas "os arquitetos têm muito pouca vontade". Seria importante e interessante haver pontos de contacto entre a Ordem e as universidades, por meio de protocolos, permitindo integrar gerações mais novas (que optaram por não fazer doutoramentos) para renovar "uma academia profundamente envelhecida."
Ilustração 2: Participação da Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho no Congresso da Ordem dos Arquitectos. (© OA • Anónimo, 2026)
Esta sessão contou com representantes de 12 instituições de ensino de arquitetura (públicas e privadas), que abordaram "a articulação entre formação e prática, sublinhando a importância do ensino na preparação de profissionais mais conscientes, críticos e comprometidos com o futuro, assim como a projeção internacional da arquitetura portuguesa em contextos diversos e tecnologicamente avançados." Desenvolveram-se, entre outras, as temáticas da atualização pedagógica no ensino; da formação contínua e atualização ao longo da vida; a arquitetura, tecnologias emergentes e a inteligência artificial; e, ainda, a colaboração interdisciplinar e liderança arquitetónica. Sublinhou-se que "preparar profissionais conscientes exige reforçar a articulação entre ensino, prática e investigação, garantindo respostas às transformações sociais, ambientais e tecnológicas." (fonte: OA)
O congresso contemplou múltiplas dimensões interligadas, "reconhecendo a arquitetura como campo transversal e agente estratégico de desenvolvimento", e contou com vários painéis:
- Sessão Sectorial 1: Habitar – crise demográfica e guerras;
- Sessão Sectorial 2: Arquitetura e inovação tecnológica;
- Sessão Sectorial 3: Arquitetura, património e representatividade;
- Sessão Sectorial 4: Ética, autoria e responsabilidade arquitetónica;
- Sessão Sectorial 5: Qualidade do território – alterações climáticas, água e urbanismo resiliente;
- Sessão Sectorial 6: Ensino e formação profissional;
- Sessão Sectorial 7: Internacionalização e prática global.
A cidade de Évora acolheu este evento, da iniciativa da OA e com o apoio institucional da Câmara Municipal de Évora e da CCDR do Alentejo, entre os dias 13 e 15 de novembro de 2025, dedicado à temática "Inteligência essencial", e que reuniu arquitetos, académicos, profissionais e instituições com o objetivo de debater os grandes desafios contemporâneos, tais como a crise habitacional, as alterações climáticas, o impacto da inteligência artificial na prática arquitetónica e o ensino da arquitetura. Na sessão de abertura, esteve presente a Secretária de Estado da Habitação, Dr.ª Patrícia Gonçalves Costa (em representação do chefe do governo) e no encerramento do evento, o Dr. Silvério Regalado, Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território.

Ilustração 3: Cartaz do 17.º Congresso dos Arquitetos. (© OA, 2025)
"O congresso reforçou a convicção de que a arquitetura é mais do que construir: é pensar, cuidar, transformar,[afirmando-se] a arquitetura como força motriz para soluções sustentáveis, culturalmente enraizadas e colaborativas, promovendo o cruzamento com saberes complementares como a engenharia, o urbanismo, a arquitetura paisagista, as ciências sociais e humanas, a geografia." (fonte: OA)
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Fotografia do banner: Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho (© Fundação Minerva • Arquivo da Universidade Lusíada • Tatiana Sanches Fonseca, 2025)