Prova pública de MIA da Lic.ª Maria Libório.
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Ilustração: Capa da prova académica. (© Fundação Minerva • Catarina Graça, 2026)
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A Lic.ª Maria de Assis Libório defendeu, no dia 16 de dezembro de 2025, a sua dissertação de mestrado integrado em Arquitetura, que versou sobre o tema "Do profano ao sagrado: a arquitectura do transcendental e do silêncio" e teve como objetivo retomar o diálogo entre Liturgia e Arquitetura, percorrendo um caminho que vai do universal ao concreto, analisando dois lugares sagrados onde se cruzam silêncio e ritual, o visível e o invisível.
Segundo a autora, a Arquitetura não se resume ao edifício como objeto físico, mas ao espaço que ele cria e à experiência que proporciona: o vazio habitado, a atmosfera e o lugar onde se encontra a beleza que não se explica apenas com palavras. Defende que o maior desejo humano é alcançar uma Arquitetura autêntica e essencial, cujo futuro não depende apenas da modernidade, mas da capacidade de agir com inteireza e sentido humano. Aos arquitetos não basta saber projetar; é necessário também desejar e amar aquilo que fazem, pois só assim conseguem oferecer ao mundo uma Arquitetura que ilumine, emocione e eleve o ser humano.
Neste contexto, a autora desenvolve a sua investigação em torno da arquitetura sagrada, que surge como um lugar privilegiado de encontro entre o humano e o divino, entre o visível e o invisível, o tempo e a eternidade. É uma arquitetura autêntica e essencial, que desperta no ser humano um desejo de transcendência, não pelas questões estéticas, mas pela experiência real com o espaço sagrado, a luz, o silêncio e toda a atmosfera. Neste espaço sagrado, a autora analisa o papel do silêncio como facilitador de uma atmosfera espiritual, transcendente e arquitetónica, pois o silêncio é entendido como uma condição mínima para o lugar sagrado poder ser vivido plenamente.
No final da investigação, são analisados dois exemplos concretos: a Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, e a Capela do Carmelo de São José, em Fátima. Apesar das diferenças históricas e formais, ambos os espaços são exemplo de como a espiritualidade e a busca pela sabedoria podem tornar-se arquitetura e tornar visível, através do espaço, a dimensão do sagrado (fonte: dissertação).
O Júri, presidido pela Professora Doutora Arquiteta Helena Cristina Caeiro Botelho, foi composto pelo Professor Doutor Arquiteto Bernardo d'Orey Manoel, como orientador, e pelo Professor Doutor Arquiteto Rui Manuel Reis Alves, como arguente, que deliberaram aprovar a candidata no ato público de defesa da dissertação.
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Imagem do banner: A Lic.ª Maria de Assis Libório durante o ato público de defesa da dissertação. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2025)

Ana Rita Ribeiro
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Ana Rita Ribeiro é bibliotecária nos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada, desde 2008, e colabora, entre outras áreas, no tratamento e processamento da informação, na redação de notícias, no apoio ao utilizador e à aprendizagem.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduada em Ciências Documentais (variante de bibliotecas).
Para além da sua atividade profissional, aposta em tempo de qualidade com a família, na leitura e é entusiasta do exercício físico, corrida e trail running.
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