Prova pública de Doutoramento em Arquitetura da Mestre Yolana Lemos.
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Ilustração: Capa da prova académica. (© Fundação Minerva • Catarina Graça, 2026)
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A Mestre Yolana Ariel Azevedo de Lemos defendeu, no dia 17 de julho de 2026, a sua tese de doutoramento em Arquitetura, que versou sobre o tema "Para um pensamento crítico e contemporâneo da arquitetura angolana: um caminho para um Afrofuturismo" e que procurou "[...] investigar a relevância do Afrofuturismo, termo cunhado pelo norte-americano Mark Dery, bem como das interseções e dos hibridismos culturais para a arquitetura contemporânea de Angola".
De acordo com a autora, é necessário valorizar o pensamento utópico enquanto conceção de soluções futuras, particularmente no domínio arquitetónico. Neste contexto, defende-se que as propostas para o futuro urbano deverão considerar a complexidade das dimensões sociais, urbanísticas e simbólicas que caracterizam a realidade contemporânea das cidades angolanas. A base teórica desta investigação apoia-se na literatura angolana e em diferentes correntes do pensamento filosófico de matriz africana, entendidas como fontes fundamentais para repensar os processos de construção identitária e as formas de representação do espaço urbano.
Ao longo do estudo, a autora identificou um conflito morfo-temporal no espaço urbano angolano. A sobreposição e, por vezes, a ausência de articulação entre estruturas urbanas de diferentes períodos históricos contribuíram para situações de fragmentação morfológica e temporal, com reflexos na produção arquitetónica contemporânea, que nem sempre estabelece uma relação consistente com o contexto em que se insere. Perante esta realidade, torna-se fundamental recuperar e valorizar a memória coletiva das comunidades, integrando os diversos momentos históricos que constituem a cidade e promovendo formas de desenvolvimento urbano simultaneamente coerentes e sustentáveis, tanto nos seus aspetos materiais como imateriais.
Deste modo, a investigação estrutura-se a partir da relação entre memória e passado, transformação do espaço no presente e projeção de cenários futuros. Como resultado, é proposta uma abordagem de natureza interdisciplinar e transdisciplinar, orientada para a exploração de novas possibilidades no campo arquitetónico e para a definição de uma expressão própria de um possível "futurismo angolano" (fonte: tese).
O Júri, presidido pelo Professor Doutor Afonso Filipe Pereira d'Oliveira Martins, foi composto pela Professora Doutora Arquiteta Maria João dos Reis Moreira Soares, na qualidade de orientadora, pelas Professoras Doutoras Arquitetas Raffaella Maddaluno e Rute Maria Pinto Figueiredo Lima da Veiga, como arguentes, e pelas Professoras Doutoras Arquitetas Ana Cristina Fernandes Vaz Milheiro e Helena Cristina Caeiro Botelho, como vogais, que deliberaram aprovar a candidata no ato público de defesa da tese.
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Imagem do banner: A Mestre Mestre Yolana Ariel Azevedo de Lemos durante o ato público de defesa da tese. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)

Ana Rita Ribeiro
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Ana Rita Ribeiro é bibliotecária nos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada, desde 2008, e colabora, entre outras áreas, no tratamento e processamento da informação, na redação de notícias, no apoio ao utilizador e à aprendizagem.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduada em Ciências Documentais (variante de bibliotecas).
Para além da sua atividade profissional, aposta em tempo de qualidade com a família, na leitura e é entusiasta do exercício físico, corrida e trail running.
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