Aula aberta com o Mestre Eng. Carlos Oliveira Augusto sobre tecnologia solar e arquitetura.
No dia 13 de novembro de 2024, numa iniciativa e organização da Professora Doutora Arqt.ª Maria de Fátima Silva, coordenadora da área científica de "Instalações técnicas" (4.º ano) da licenciatura em Arquitetura (mestrado integrado), da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa) e investigadora do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), foi convidado para uma aula aberta o doutorando e bolseiro no grupo de investigação de "Tecnologias da Arquitetura do referido centro, Mestre Eng. Carlos Alberto de Oliveira Augusto, que falou sobre a relação entre a tecnologia solar e a arquitetura.
A apresentação, intitulada "O solar e a Arquitetura" partiu de uma constatação – "O Sol é a fonte primordial de todas as formas de energia" –, considerando que "[…] a existência de sistemas técnicos, que captem e transformem a radiação solar em energia elétrica, é essencial para a descarbonização da economia e do edificado." O orador chamou a atenção para o facto de, "[…] Portugal, apesar do elevado potencial, não tem ainda uma suficiente disseminação das tecnologias fotovoltaicas aplicadas aos edifícios", lembrando que "[…] a Diretiva (UE) 2024/ 1275 relativa ao desempenho energético dos edifícios atualizou o conceito de NZEB (Nearly Zero Energy Building) para ZEB (Zero Emissions Building), ou edifício com emissões nulas, com as necessidades energéticas satisfeitas exclusivamente por energias renováveis, aplicável a partir de 1 de janeiro de 2026 para todos os edifícios novos ocupados, operados ou detidos pela administração pública, e de 1 de janeiro de 2028 para todos os edifícios novos."

Ilustração: Pormenor da apresentação do Mestre Eng. Carlos Alberto de Oliveira Augusto durante a aula aberta. (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
Na relação entre a tecnologia solar e a arquitetura, o Mestre Eng. Carlos Oliveira Augusto considera possíveis três estratégias: "adição, integração e adaptação", sendo que, na primeira, "[…] o edifício é concebido sem considerar a utilização da tecnologia solar […]"; na integração, esta é "[…] consciente e deliberadamente incorporada no projeto […]"; e, por último, "[…] quando este é alterado de modo a potenciar a radiação solar e o respetivo rendimento (p.e., orientação ou geometria), estamos perante adaptação." Realçou, ainda, o "[…] especial interesse das tecnologias de integração ou BIPV (Building-Integration Photovoltaics) [e] neste sentido, o campus da Universidade Lusíada oferece múltiplas oportunidades para a implementação de vários sistemas BIPV nos seus edifícios."
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Nota: Notícia elaborada com o apoio do Mestre Eng. Carlos Alberto de Oliveira Augusto.
Ilustração do banner: Mestre Eng. Carlos Alberto de Oliveira Augusto durante a aula aberta. (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
