Professor Alberto Reaes Pinto destacado com prémio da Associação Portuguesa de Psicogerontologia.
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Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Dr. Virgílio Boavista Lima e Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto. (© Fundação Montepio, 2026)
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O Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto, Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), investigador e antigo diretor do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), presidente da Academia Nacional de Belas Artes, e Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos (OA), foi distinguido, no dia 1 de outubro de 2026, com o prémio "Envelhecimento ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro", na categoria "Família e Comunidade", da Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP).
A iniciativa, instituída em 2012 pela APP, com o apoio da Fundação Montepio e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, reconhece cidadãos com mais de 80 anos cujo percurso constitui exemplo de participação ativa e de serviço à comunidade, com o objetivo de combater os estereótipos associados à idade e ao envelhecimento, valorizando o contributo das pessoas mais velhas para a sociedade. A 15.ª edição, que teve lugar no Auditório António da Costa Leal, na sede do Montepio Associação Mutualista (Lisboa), entregou prémios em seis categorias:
- Intervenção Social: Francisco Luís Sarsfield Pereira Cabral;
- Arte e Espetáculo: Maria Gertrudes de Oliveira Amaro;
- Ciência e Investigação: José Nuno Godinho Mendes Gil;
- Política e Cidadania: Conceição Matos e Domingos Abrantes;
- Ética e Saúde: Maria Teresa Figueiredo Osório de Mesquita Montes;
- Família e Comunidade: Alberto Cruz Reaes Pinto.
O galardoado Professor Alberto Reaes Pinto, nascido a 13 de maio de 1932, em Faro, licenciou-se em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1961), tendo iniciado atividade profissional privada em 1964 na empresa de construção civil ICESA, onde exerceu cargos de direção e de administração. Especializado em pré-fabricação pesada, desempenhou diversas funções de consultadoria técnica e de administração em empresas ligadas ao sector de construção e imobiliário. Foi projetista e responsável pela produção de cerca de 10.000 fogos, construídos em pré-fabricação pesada, na área da Grande Lisboa. Doutorado em Arquitetura pela Universidade de Salford, Reino Unido (2001), tem exercido diversos cargos e funções no campo do ensino, formação e prática da Arquitetura, sendo docente da FAA da Universidade Lusíada desde 1987, Professor Catedrático (desde 2005), foi Diretor da mesma FAA (2009-2012) e é diretor do CITAD (desde 2005). Entre outras atividades e funções, destacam-se: membro da rede de investigação Tagus da Ordem dos Arquitetos de Lisboa e Vale do Tejo, presidente da Academia Nacional de Belas Artes (desde 2023); e autor e coautor de várias publicações e comunicações. Ainda este ano, a 12 de fevereiro, foi homenageado, numa sessão especial integrada no III International Congress Colonial and Post-Colonial Landscapes. Architecture, Cities, Labour, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa).
O evento contou com a presença da presidente da APP, Dr.ª Maria João Quintela, que apresentou a cerimónia, cabendo ao Dr. Virgílio Boavista Lima, presidente da Fundação Montepio e do Grupo Montepio, a abertura da cerimónia. Marcaram, ainda, presença, a Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Dr.ª Clara Marques Mendes; o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Dr. Paulo Sousa; e a vereadora dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, Dr.ª Maria Luísa Aldim. Os homenageados tiveram oportunidade de agradecer o prémio e tecer algumas considerações, tendo o Professor Alberto Reaes Pinto, que foi apresentado pelo Dr. Sandro Miguel Jorge (coordenador do curso de Formação Avançada em Gerontologia da Universidade Aberta), destacado que "envelhecer ativamente significa, para mim, continuar a acreditar, continuar a aprender, continuar a criar e, sobretudo, ser útil aos outros.[...] Só se é velho quando se perde a capacidade de aprender." A distinção é, no seu entender, "o reconhecimento do valor que a experiência, o conhecimento e a participação continuada podem representar na nossa sociedade". Sublinhou, ainda, que "o envelhecimento ativo não deve ser visto como uma questão individual. É uma responsabilidade da sociedade que deve criar condições para que as pessoas mais velhas possam continuar a participar, a transmitir e a intervir na comunidade quando assim o desejarem."

Ilustração 2: foto de grupo da cerimónia da 15.ª edição do prémio "Envelhecimento ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro". (© Fundação Montepio, 2026)
O prémio "Envelhecimento Ativo - Dr.ª Maria Raquel Ribeiro", referência humanista e pioneira da Segurança Social na área do envelhecimento, procura perpetuar o papel e o legado de uma figura que dedicou toda a sua vida à causa social e à promoção do envelhecimento ativo e participativo. A edição de 2026, que contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República, Dr. António José Seguro, assumiu um significado particular por coincidir com o "Dia Internacional das Pessoas Idosas", assinalado este ano sob o tema das Nações Unidas "A era da longevidade: repensar os sistemas para vidas mais longas", que convida à reflexão sobre os desafios e oportunidades associados ao aumento da esperança de vida e à construção de sociedades mais inclusivas para todas as gerações. "No seu significado, o Prémio apela a uma visão positiva, humana, multidisciplinar e integrada sobre o envelhecimento e tem, nas personalidades premiadas, o reconhecimento do seu valor social, cultural, artístico, científico, político, de saúde e de cidadania, bem como a expressão viva da gratidão que a sociedade lhes deve manifestar." (fonte: APP)
"A Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP), Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos e de âmbito nacional, dedica-se às questões biopsicológicas e sociais inerentes ao envelhecimento e às pessoas idosas, visa a promoção da dignificação, respeito, saúde, autonomia, participação e segurança das pessoas idosas, num quadro de envelhecimento ativo e de solidariedade intergeracional, e de uma sociedade mais inclusiva para todas as idades, promove novas mentalidades e combate estereótipos negativos relativamente à idade e ao envelhecimento." (fonte: APP)
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Ilustração do banner: Intervenção do Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto durante a cerimónia de entrega do prémio "Envelhecimento ativo". (© Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 2026)