Projeto de arquitetura da Professora Helena Botelho distinguido com o 1.º prémio do PRUMO.
 |
|
Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Arqt. Gabriele Paravati, Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho e Arqt. Luca Maffei. (© Diocese de Beja, 2026)
|
O projeto do Conventinho da Congregação das Oblatas do Divino Coração, em Odemira (Beja), de autoria da Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, diretora da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), venceu a 3.ª edição do PRUMO (Prémio de Reabilitação Urbana do Município de Odemira), promovido no âmbito do "Odemira Reabilita", programa de Incentivos à Reabilitação do Património.
A cerimónia de entrega do prémio decorreu no dia 5 de outubro de 2026, com a presença do Vereador da Câmara Municipal de Odemira, Arqt. Pedro Rebelo Ramos, responsável pela área do Planeamento, e alumni da FAA (2000-2005), da Arqt.ª Claúdia Gaspar, Presidente da Ordem dos Arquitetos - Secção Regional do Alentejo (OA-SRALT), da Chefe da Divisão de Planeamento da edilidade, Arqt.ª Sónia Correia, do Vice-Presidente e responsável pelo Pelouro da Encomenda, Arqt. Nelson Rosmaninho e, ainda, de Ricardo Manuel Gonçalves Nobre, da empresa responsável pela construção. Em representação da congregação, esteve a Irmã Natália Maria Pereira da Costa, alumni do mestrado em Musicoterapia da Universidade Lusíada (tendo apresentado relatório de estágio em fevereiro de 2025).
O júri desta edição do PRUMO foi constituído pelo Arqt. Pedro Rebelo Ramos, pela Arqt.ª Inês Sousa Marcelino (OA-SRALT) e pelo Arqt. José Carvalho Araújo (Município de Odemira). O prémio destacou a excelência da reabilitação da casa conventual, propriedade da Congregação das Oblatas do Divino Coração, localizada no centro de Odemira, tendo a obra de construção ficado a cargo da empresa Arménio & Ricardo – Sociedade de Construção, Lda.

Ilustração 2: Pormenores do Conventinho da Congregação das Oblatas do Divino Coração. (© Diocese de Beja, 2026)
A casa, pensada para a oração, para o repouso e para a vida em comum, manteve os alinhamentos da rua e acrescentou um piso para se ajustar aos edifícios vizinhos e garantir acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada. Recuperou a arquitetura tradicional de Odemira, com paredes de cal, telha de barro vermelho e caixilharias brancas. O interior, em 3 pisos, tem correspondência com os tempos e dimensões da vida conventual: os espaços comuns, o repouso e, no piso superior, os lugares de contemplação e espiritualidade, ou seja, a biblioteca, a sala do capítulo, a capela e o claustro. Destaca-se o claustro, com uma abertura circular na cobertura, enquadrando o céu e conduzindo a luz natural até um tanque de água central, em torno do qual se desenvolve uma galeria para caminhar e contemplar a vila e o rio Mira. A capela é o coração do projeto, com um sacrário, elemento central do espaço de oração, oferecido por Carlos Nogueira, artista visual e professor, um dos nomes relevantes da arte contemporânea portuguesa. (fonte: Diocese de Beja)

Ilustração 3 (da esquerda para a direita): Ricardo Manuel Gonçalves Nobre, Arqt. Pedro Rebelo Ramos, Professora Doutora Arqt.ª Helena Cristina Caeiro Botelho, Irmã Natália Maria Pereira da Costa e Arquitetos Cláudia Gaspar, Sónia Correia e Nelson Rosmaninho. (Câmara Municipal de Odemira, 2026)
O Prémio de Reabilitação Urbana do Município de Odemira, de carácter bianual, distingue intervenções na área de reabilitação urbana, que constituam um exemplo de qualidade arquitetónica e contribuam, simultaneamente, para a recuperação e valorização do património urbano edificado do concelho de Odemira.
A Universidade Lusíada felicita a Professora Arqt.ª Helena Botelho pela conquista do 1.º lugar com este projeto, uma distinção que valoriza a qualidade da intervenção arquitetónica e o contributo da reabilitação urbana para a preservação e valorização do património. Este reconhecimento constitui motivo de orgulho para a comunidade Lusíada, destacando o mérito profissional da Arquiteta e a importância de uma arquitetura que articule memória, identidade, inovação e sustentabilidade, contribuindo para a revitalização dos territórios e para a qualidade de vida das comunidades. O prémio reforça, igualmente, a importância do conhecimento e da prática arquitetónica na construção de cidades mais qualificadas, inclusivas e respeitadoras da sua história.
________________________________________________
Ilustração do banner (da esquerda para a direita): Pormenor da reabilitação do claustro. (Helena Botelho Arquitetura, 2026)