CLISSIS publica estudo sobre comportamentos aditivos no uso das novas tecnologias.
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Ilustração 1: Capa do livro. (© Fundação Minerva, 2024)
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No dia 23 de janeiro de 2024, foi apresentado, no Edifício do ICAD — Parque de Saúde Pulido Valente, o livro Scroll. Logo existo! Comportamentos aditivos no uso dos ecrãs, com os resultados de um estudo sobre dependências no uso das novas tecnologias, coordenado pelos Professores Doutores Joaquim Fialho e Inês Casquilho-Martins, investigadores do Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Intervenção Social (CLISSIS) da Universidade Lusíada (Lisboa) e pelas Mestres Lourdes Caraça e Andreia Gonçalves, investigadoras colaboradoras do CLISSIS.
Na sessão de abertura, estiveram presentes o Professor Doutor Duarte Gonçalo Rei Vilar, Diretor do CLISSIS, e o presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, I.P. (ICAD), o Dr. João Castel-Branco Goulão, que destacaram a atualidade e a pertinência do estudo, dos seus resultados e das orientações que deixam para a comunidade, facto confirmado pelo destaque que vários orgãos da comunicação social deram ao evento (RTP, CM Jornal, CNN Portugal). Em declarações à agência Lusa, o coordenador do projeto, o Professor Doutor Joaquim Fialho, afirmou que o estudo "[...] não dá um resultado de um alarme geral sobre a utilização dos ecrãs [...]", mas aponta um conjunto de características que são transversais a todas as idades, situações profissionais e a todos os níveis de habilitações escolares.
O projeto desenvolvido surge nesta nova publicação da Universidade Lusíada Editora (ULE), que faz parte da Coleção CLISSIS, e insere-se no âmbito do grupo de investigação "Qualidade de vida, intervenção psicossocial e cidadania" do CLISSIS, em parceria com o ICAD, e faz parte do projeto de investigação "Scroll, Logo Existo", financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e inquiriu 1.704 residentes em todo o país, maiores de 16 anos, para estudar as práticas de uso dos ecrãs e os comportamentos aditivos, tendo a fase de recolha e tratamento de dados decorrido entre setembro de 2022 e outubro de 2023.
Os objetivos eram: estudar as práticas de uso dos ecrãs; identificar comportamentos aditivos nos seus utilizadores; caracterizar e diferenciar as práticas regionais de utilização dos ecrãs; traçar perfis de comportamentos aditivos dos ecrãs; e conceber um plano de ação para a prevenção desses comportamentos. "[...] A dependência on-line [...] é um processo silencioso que resulta da incorporação de hábitos de fazer scroll, incorporados nas nossas rotinas e que, paulatinamente, nos aniquilam a liberdade [...]" (fonte: Scroll. Logo existo! Comportamentos aditivos no uso dos ecrãs).
No lançamento do livro, intervieram, ainda, como comentadores, o Professor Doutor Carlos Alberto Martins da Silva Poiares, docente na Escola de Psicologia e Ciências da Vida da Universidade Lusófona — Centro Universitário de Lisboa, e o Professor Doutor Pedro António da Silva Abrantes, docente na Universidade Aberta e investigador no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa.

Ilustração 2 (da esquerda para a direita): Mestre Maria de Lourdes Caraça, Professor Doutor Joaquim Fialho, Professor Doutor Duarte Gonçalo Rei Vilar, Doutor João Castel-Branco Goulão, Dr. Manuel Ribeiro Cardoso, Professor Doutor Carlos Alberto Poiares e Professor Doutor Pedro António Abrantes. (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
É uma realidade que, enfatizam os investigadores, atualmente, a internet e as redes sociais, tornaram-se necessidades de primeira importância e, gradualmente, estão a acentuar a dependência tecnológica, que se reflete numa adição comportamental que gera situações de mudança de humor, ansiedade, isolamento, tolerância e recaída, modificações que são transversais a todas as idades, géneros, situação face ao emprego, estado civil, habilitações escolares e rendimento.
A investigação identifica perigos de dependência, e também de alienação social, devido ao uso sistemático dos ecrãs, sendo os jovens e os desempregados os principais grupos de risco. Alertou-se, ainda, para o potencial muito grande de dependência do WhatsApp, a rede social mais utilizada pelos inquiridos, por estimular um comportamento de necessidade de resposta imediata e de continuidade de verificação das mensagens.
Todos os intervenientes concordaram que o problema fulcral é a capacitação das pessoas para uma utilização saudável das novas tecnologias e, se por um lado é cada vez mais difícil desenvolver atividades e interações sem a mediação digital, por outro lado, é cada vez mais complexo distinguir a fronteira entre a utilização "normal" e a utilização "patológica".

Ilustração 3: Pormenor da assistência no lançamento do livro.(© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
As recomendações do estudo vão no sentido de "[...] contribuir para uma dinâmica de transformação digital equilibrada e focada no equilíbrio das relações sociais [...]" e defende-se uma intervenção a vários níveis: em contexto escolar, na comunidade em geral, em contexto laboral e uma intervenção transversal que "[...] desafia para a conceção de um programa de "libertação" e "experienciação" livre de computadores, tablets e smartphones, a desenvolver, preferencialmente, durante um fim de semana [...]".
"Scroll. Logo existo! Comportamentos aditivos no uso dos ecrãs" está disponível em edição eletrónica no Repositório da Universidade Lusíada (RUL).
calendário página web fotogaleria rul – texto integral clissis
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Fotografia do banner: Pormenor da imagem de lançamento do livro "Scroll. Logo existo! Comportamentos aditivos no uso dos ecrãs". (© Freepik)

Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto «UIDB/04624/2020».