Desafios e ameaças à segurança internacional em debate na Lusíada.
No dia 11 de abril de 2024, realizou-se a conferência "Segurança internacional: desafios de sempre ou novas ameaças?", com organização conjunta do Dr. João Carlos Marques Simões, investigador colaborador do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA) da Universidade Lusíada, e do Centro de Estudos Políticos e Relações Internacionais (CEPRI) da Universidade Lusíada (Lisboa).
Este evento, dedicado à segurança internacional, contou com a presença de um variado leque de especialistas dos quadrantes da academia, das organizações e das entidades governativas. Os trabalhos tiveram início com a sessão de abertura, a cargo do Dr. João Simões, que relembrou a importância de olhar a segurança internacional para além das questões destacadas pela agenda mediática, tendo lançado a questão-mote para o início do debate de ideias: serão [o terrorismo, o ambiente, a demografia, o ciberespaço] realmente novas ameaças, ou serão antes velhas ameaças com uma nova roupagem?
Durante o primeiro painel foram abordados os temas "Terrorismo", "Cibersegurança e inteligência artificial", "Desafios ambientais" e "Os extremos demográficos". O Major General João Vieira Borges discutiu a atualidade do terrorismo islâmico e do terrorismo de Estado, defendendo a relevância da temática para as agendas securitárias.

Ilustração (da esquerda para a direita): Professor Doutor José Joaquim Antunes Fernandes, António de França Dória Gonçalves, Dr. Diogo Alexandre Carapinha e Professor Doutor Miguel Carlos de Barros e Cunha Pereira Coutinho durante a conferência. (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
O Dr. Diogo Alexandre Carapinha, na sua intervenção, referiu os desafios de cibersegurança e de inteligência artificial, elencando diversos tipos de ameaças, bem como os respetivos impactos políticos, sociais e legais. Seguiu-se a comunicação do Professor Doutor Miguel Carlos de Barros e Cunha Pereira Coutinho, que analisou as questões ambientais a partir dos desafios hídricos e das alterações climáticas, reportando-se ao enquadramento político-jurídico nacional e internacional. A encerrar este painel, interveio o Professor Doutor José Joaquim Antunes Fernandes que discutiu os desafios demográficos contrapondo aos excessos dos "invernos" populacionais, referindo alguns dos mais profundos impactos sociais, culturais, políticos e económicos.
O segundo painel foi dedicado às organizações internacionais: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Organização das Nações Unidas (ONU), BRICS e Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Os oradores discutiram os diversos meios institucionais de cooperação das diversas instituições e organizações internacionais, bem como possíveis caminhos futuros para cada uma delas.

Ilustração (da esquerda para a direita): Jéssica Maria Pina Sanhá, Professora Doutora Maria Francisca Alves Ramos de Gil Saraiva, Professora Doutora Maria Miguel Sousa Galito e Professor Doutor Vítor Manuel Ramon Fernandes durante a conferência. (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferreira, 2024)
O Professor Doutor Luís Manuel Brás Bernardino apresentou a CPLP como uma organização assente em pressupostos de soft power, identificando diversos dos seus meios de cooperação. A Professora Doutora Maria Francisca Alves Ramos de Gil Saraiva, confrontada com a pergunta de partida sobre se a ONU estaria à beira do colapso, apresentou diversos cenários possíveis, relembrando que o Conselho de Segurança é apenas um dos órgãos da organização, e concluiu que apesar das mais recentes críticas à organização, é improvável haver um novo "Momento São Francisco", numa alusão à constituição da ONU. A Professora Doutora Maria Miguel Sousa Galito fez a sua alocução apresentando o cenário institucional dos BRICS, relembrando a sua relevância geopolítica e geoestratégica, e analisou os mais recentes alargamentos da organização. Por fim, o Professor Doutor Vítor Manuel Ramon Fernandes apresentou o cenário institucional da ASEAN, chamando a atenção para a importância do Sudeste Asiático, com a sua natureza, tradicionalmente, instável, tendo ainda discutido o posicionamento da ASEAN numa conjuntura de competição entre os Estados Unidos e a República Popular da China.
A Universidade Lusíada (Lisboa) tem especial preocupação em proporcionar à sua comunidade, académica e científica, momentos facilitadores de uma melhor compreensão das matérias teóricas abordadas em contexto de aula e, sobretudo, na área das Relações Internacionais, sujeita a constantes alterações políticas, é importante não só contextualizar acontecimentos da política internacional, mas também evidenciar, com situações práticas e concretas, essas mudanças.
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Nota 1: notícia elaborada com o apoio do Dr. João Carlos Marques Simões.
Nota 2: imagem do banner (da esquerda para a direita): Major-General João Jorge Botelho Vieira Borges, Professor Doutor José Joaquim Antunes Fernandes, Dr. Diogo Alexandre Carapinha e Professor Doutor Miguel Carlos de Barros e Cunha Pereira Coutinho duramte a conferência (© Fundação Minerva • Joaquim Matos Ferrerira, 2024)

Ana Rita Ribeiro
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Ana Rita Ribeiro é bibliotecária nos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada, desde 2008, e colabora, entre outras áreas, no tratamento e processamento da informação, na redação de notícias, no apoio ao utilizador e à aprendizagem.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduada em Ciências Documentais (variante de bibliotecas).
Para além da sua atividade profissional, aposta em tempo de qualidade com a família, na leitura e é entusiasta do exercício físico, corrida e trail running.
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