Estudantes da FCEE que alcançaram o 2.º lugar no Torneio Europeu Pearson-Praxar dão o seu testemunho acerca da sua participação.
Os estudantes da Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa (FCEE) da Universidade Lusíada (Lisboa) partilham as suas perspetivas pessoais e os fatores que contribuíram para que alcançassem um resultado de excelência na prestigiada competição Pearson-Praxar European Business Simulation Competition.
A equipa da FCEE alcançou o 2.º lugar na classificação final e também o 7.º lugar a nível mundial, a considerar as 1183 equipas que participaram nesta competição internacional tecnológica.
Decorridos alguns dias após a divulgação do resultado final, convidámos os estudantes a refletirem sobre o impacto pessoal e académico desta iniciativa, bem como do processo de aprendizagem adquirido ao longo da mesma.

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Este projeto exigiu de mim o conhecimento de múltiplos conceitos de uma série de disciplinas do meu curso, nomeadamente Gestão Financeira, Contabilidade Financeira, Contabilidade de Gestão, Investigação Operacional, Gestão da Cadeia de Abastecimentos, Estatística e Análise de Dados, bem como uma elevada capacidade de inter-relacionar este conhecimento com as áreas de Marketing, Recursos Humanos e Produção. Senti, durante esta experiência, que, por muito conhecimento que tenhamos sobre uma determinada área, devemos ter uma comunicação verbal eficaz, saber trabalhar sob pressão e ter valores que nos orientem para os resultados, como a resiliência e a flexibilidade. – Samuel José Gonçalves Figueiredo (Gestão de Empresa)
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No 1.º dia, íamos à descoberta, ainda não sabíamos bem como iam correr algumas decisões que tomámos. No 2.º dia, acordámos com a notícia de que tínhamos ficado em 4.º lugar. Foi bom. Mostrou que as nossas decisões não tinham sido más e que tínhamos «espaço de manobra» para arriscar mais. No 3.º dia, avançámos para o 3.º lugar; mostrou bem que o risco foi compensado e que tínhamos limado as arestas do 1.º dia. O objetivo era manter a linha de raciocínio. No fim do último dia, conseguimos aumentar a proximidade com o 1.º lugar e distanciar-nos largamente do 3.º lugar. Este projeto foi fundamental para perceber que não sabemos tudo de todas as áreas e que temos de respeitar as áreas onde os outros são melhores do que nós, seguindo os seus conselhos. – Vasco Telo da Gama Leão Ponce (Gestão de Empresa)
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Estávamos todos focados no mesmo objetivo e conseguimos estimular-nos uns aos outros ao longo do desafio. Mantivemos sempre uma atitude positiva, o que assegurou a equipa unida. Aprendi que sem a colaboração de cada um, o nosso desempenho global não seria bem sucedido, e que devemos estar abertos às mudanças e opiniões diferentes. Ficou claro para mim que compreender os nossos erros e buscarmos alternativas para corrigi-los é a melhor forma de ganharmos resiliência. – Catarina Maria Vasques Souto (Marketing)
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Com este projeto, tive a oportunidade de abrir novos horizontes e trabalhar com diferentes cursos, como Marketing e Gestão. A ligação entre os três cursos permitiu-me perceber que realmente é crucial a interação dos diferentes departamentos para a resolução de problemas. Esta iniciativa permitiu que eu pudesse pôr em prática tudo aquilo que tenho a oportunidade de aprender na FCEE, desafiando o meu espírito crítico e pensador. – Alexandra do Nascimento Leite (Gestão de Recursos Humanos)
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Com a participação na simulação, percebi o verdadeiro valor de os membros de uma equipa terem boa capacidade de comunicação, uma vez que, ao sermos especializados em áreas diferentes, é importante conseguirmos explicar algo de forma rápida e esclarecedora. Outras soft skills que tivemos de demonstrar na simulação foi ter pensamento crítico e uma atitude proativa na resolução de problemas, para que em conjunto conseguíssemos chegar a soluções criativas e estratégicas. Fazer uma boa gestão de tempo foi igualmente fundamental para o sucesso nesta atividade. – Joana Sofia Santos Costa (Marketing)
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Sendo eu um aluno que não se expressava da melhor maneira, consigo retirar daqui uma experiência que me soltou muito em termos de criatividade e de confiança para falar abertamente e colocar questões. Evoluí bastante no debate e exposição de argumentos e ideias, consegui compreender muito mais a área da Gestão – algo que não era, de facto, a minha «praia» –, e, no final, saí de um trabalho e de uma excelente equipa com vontade de voltar para fazer melhor e aprender ainda mais. A colaboração entre a equipa foi a mais saudável do início ao fim, complementando com os professores, que nos ajudaram a sermos vitoriosos com um belo trabalho realizado e o 2.º lugar. – Pedro Alexandre Félix Ventura (Marketing)
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Esta experiência superou as minhas expectativas, uma vez que tivemos de refletir bastante sobre cada tomada de decisão, pois há decisões que podem ter um grande impacto na organização. Assim, comecei a ter uma maior noção disso após a participação neste projeto. Consegui desenvolver resiliência, foco, espírito crítico e trabalho em equipa, ao mesmo tempo em que trabalhávamos em conjunto para obter o melhor resultado líquido da empresa no final dos cinco anos. – Beatriz Alexandra Ramos Costa (Gestão de Empresa)
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Em relação à minha evolução, sinto que aprendi bastante com este concurso porque permitiu-me «saborear» como é estar a gerir uma empresa, onde cada detalhe é importante e tem um grande peso nos resultados. Adorei a experiência e sinto que foi muito vantajosa. Conseguimos resolver os problemas baseados no que aprendemos ao longo destes três anos e sinto que não nos faltou conhecimentos teóricos sobre as matérias dadas em aula para completarmos as tarefas. – Liviu Andries (Gestão de Empresa)
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Ter participado nesta simulação permitiu-me observar como as três áreas de Recursos Humanos, Gestão de Empresas e Marketing se relacionam no interior de uma organização. Ao longo do curso, ter cadeiras que abordam a motivação dos colaboradores e como podemos aumentar esta motivação foi muito importante para este jogo. Foi uma experiência bastante enriquecedora e estou grata por ter participado. – Joana Maria Maia Carvalho (Gestão de Recursos Humanos)
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Ao longo da simulação, em especial no início, as decisões que ponderei tomar revelaram-se algo «impulsivas», tendo em conta que não tinha os fundamentos necessários para poder tomá-las. Depois, fui aprendendo a importância de analisar todos os dados antes de tomar uma decisão, para garantir que o resultado era o melhor possível. As expectativas que eu tinha em relação a esta experiência foram superadas. Sinto que fui capaz de desenvolver o trabalho em grupo e a capacidade de comunicação. Acho que foi uma experiência de grande aprendizagem e de certeza que estes conhecimentos irão ser bastante úteis ao longo do meu percurso académico. – Catarina Sofia Rodrigues de Almeida Roque (Gestão de Recursos Humanos)
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As minhas perspetivas, bem como as minhas expectativas para esta experiência, inicialmente eram boas, uma vez que era uma oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que tenho aprendido ao longo destes três anos. E à medida que os dias iam passando e que ia colocando em prática os meus conhecimentos, nada daquilo que previa se alterou, foi uma experiência bastante enriquecedora, a partir da qual aprendi bastante. – Ana Beatriz Antunes Camocho (Gestão de Recursos Humanos)
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Inicialmente, não estava com expectativas muito elevadas relativamente à participação no jogo porque não conhecia ninguém, mas acabei por ter uma experiência muito enriquecedora, na medida em que me foi permitido evoluir e sair da minha zona de conforto. O que considerei mais importante foi o facto de esta experiência retratar um pouco a realidade do mercado de trabalho e os conflitos que podem surgir com a tomada de decisão dos vários departamentos. Gostei muito de trabalhar com esta equipa tão dedicada e com os professores, que estiveram sempre dispostos a ajudar. – Leonor Nave Sousa Gonçalves Boaventura (Gestão de Recursos Humanos)
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Nota 1 – notícia elaborada pela Professora Doutora Anna Carolina Boechat, pela Professora Doutora Leonor Fernandes Ferreira, pela Professora Doutora Manuela Faia Correia e pelo Professor Doutor Nuno Baptista.
Nota 2 – fotografia do banner (fila de trás, da esquerda para a direita): Samuel José Gonçalves Figueiredo, Alexandra do Nascimento Leite, Pedro Alexandre Félix Ventura, Liviu Andries, Joana Sofia Santos Costa e Beatriz Alexandra Ramos Costa | (fila da frente, da esquerda para a direita): Joana Maria Maia Carvalho, Ana Beatriz Antunes Camocho, Professora Doutora Manuela Faia Correia, Professora Doutora Leonor Fernandes Ferreira, Professor Dr. João Duarte Redondo, Professora Doutora Anna Carolina Boechat, Professor Doutor Nuno Baptista, Vasco Telo da Gama Leão Ponce e Catarina Maria Vasques Souto (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2022).
Rita Neto Marques
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Rita Neto Marques é redatora e revisora no Departamento de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e mestre em Ciências da Informação e da Documentação, área de especialização em Biblioteconomia.
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