Estudantes de Arquitetura da Lusíada visitam a "Cidade Imaginária" do Escultor Charters de Almeida, em Telheiras.
O conjunto escultórico "Cidade Imaginária", datado de 2000, de autoria do artista João Charters de Almeida e Silva, doutor honoris causa pela Universidade Lusíada (2011), localizado na zona de Telheiras, em Lisboa, foi o objeto principal da visita de estudo dos estudantes da unidade curricular (UC) de "Arquitetura 1", do 1.º ano da licenciatura em Arquitetura (mestrado integrado), da Universidade Lusíada (Lisboa), acompanhados pelo Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves, docente da referida UC e investigador do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD).

Ilustração 1: estudantes da Universidade Lusíada durante a visita de estudo. (© Mário Chaves, 2024) • Ilustração 2: estudantes da Universidade Lusíada durante a visita de estudo. (© Mário Chaves, 2024)
A obra, encomendada pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), tem 22 metros de altura, foi realizada com betão pintado, na Rotunda de São Francisco de Assis, em Telheiras, e está implantada numa ampla zona verde que contribui, segundo o seu autor, para "[…] o sentido de serenidade e simbolismo […]" (fonte: portfolio do escultor).
João Charters de Almeida e Silva, nascido em 1935, tem tido um percurso artístico com diversas formulações, recorrendo a diferentes materiais, tendo inicialmente pensado em seguir Arquitetura, mas rapidamente constatou que era a Escultura a arte onde conseguia manifestar a sua criatividade. Passou pela fase do "barro" e dos "bronzes", nos anos 60 e 70 do século passado; experimentou, ainda, a pintura, a tapeçaria e a cenografia. A partir dos anos 80, dedica-se à grande escultura, com materiais como o ferro, o aço, o betão, a pedra, criando peças com ênfase no minimalismo e na abstração geométrica. Aliás, a geometria ocupa um papel central na sua produção artística, tendo, nas últimas décadas, dedicado o seu tempo a peças que fundem o caráter projetual da arquitetura e do design com o da arte contemporânea. As suas Cidades Imaginárias – ou Cidades do Silêncio, espalhadas por todo o mundo, são uma obra coletiva que é um contributo simbólico e utópico fundamental para a escala de cada lugar, relacionando-se com a marcação do território pelo homem. A sua escultura destaca-se assim, no panorama artístico nacional e internacional, pela dimensão e pelo caráter utópico.
Esta "aula ao ar livre" permitiu aos estudantes contactarem com obras de arte significativas e associarem matérias de estudo e conceitos teóricos, como, por exemplo: proporção, escala, tamanho, visão serial, à prática e à realidade física, indo ao encontro de um dos principais objetivos de ensino e aprendizagem nas licenciaturas da Universidade Lusíada: aliar, sempre que possível, a teoria à prática, de modo a formar profissionais capazes de enfrentarem os desafios atuais.
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Fotografia do banner: estudantes da Universidade Lusíada durante a visita de estudo. (© Mário Chaves, 2024)
