Professor Alberto Reaes Pinto homenageado em congresso internacional de Arquitetura.
O Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto, Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), investigador e diretor do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), responsável pelo grupo de investigação "Tecnologias da Arquitetura", presidente da Academia Nacional de Belas Artes, e Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos (OA), foi homenageado, no dia 12 de fevereiro de 2026, numa sessão especial integrada no III International Congress Colonial and Post-Colonial Landscapes. Architecture, Cities, Labour, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian.

Ilustração 1 (da esquerda para a direita): Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto e Dr. João Cardim. (© Anónimo, 2026)
Coube ao Mestre João da Silveira Batista Cardim Ribeiro, doutorando do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, a honra de prestar reconhecimento a "um arquiteto por quem nutro grande estima pessoal e o mais elevado respeito profissional [salientando o] contributo duradouro que deixou na arquitetura portuguesa". Começou por realçar que, "encontrar soluções para problemas, constitui uma das características centrais da Arquitetura. Nesse domínio, Reaes Pinto esteve na linha da frente durante mais de sessenta anos. Se essa longevidade é por si notável, mais impressionantes ainda são os resultados dessa busca incessante inscrita no paradoxo que define a Arquitetura — uma equação permanente que pode ser formulada da seguinte forma: Como responder, através da construção, às necessidades físicas e espirituais de cada membro de uma comunidade — e da comunidade como um todo? [E] como conseguir fazê-lo sob constrangimentos aparentemente infinitos de ordem material, social, económica e de outra natureza, dotando simultaneamente os edifícios de uma dimensão humana e uma qualidade intemporal que leva alguns de nós a encarar a Arquitetura como uma forma de arte?"
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Ilustração 2: Intervenção do Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto. (© Anónimo, 2026)
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Acrescentou-se, igualmente, que o que sobressai no percurso do Professor Reaes Pinto é "a leveza jubilosa da resolução de problemas, o prazer da Arquitetura e […] um fascínio quase infantil pelas possibilidades da engenhosidade humana [a par de uma abordagem] eminentemente pragmática, encarando os desafios com lucidez e sentido de realidade." Destacou, ainda, que o homenageado é um dos poucos profissionais que, desde muito cedo, compreendeu e aplicou duas ideias fundamentais para enfrentar a escassez de habitação: "primeiro, que a construção deveria evoluir de uma prática quase artesanal para uma indústria tecnologicamente avançada; segundo, que os arquitetos poderiam assumir um papel pioneiro e esclarecido, liderando equipas alargadas em vez de se limitarem a práticas modestas e com recursos escassos." No final da sua intervenção, o Dr. João Cardim lembra, também, o contributo do Professor Reaes Pinto na formação de estudantes de Arquitetura: "através do ensino e da investigação, contribuiu para moldar o pensamento de milhares de estudantes. A sua dedicação era inseparável de um desejo incessante de melhorar, de aprender, de compreender o espírito da época e, em última análise, de transformar— traços distintivos de todo o grande arquiteto.
O Professor Alberto Reaes Pinto é Doutor em Arquitetura pela Universidade de Salford (Reino Unido), e foi membro do Conselho Geral da Academia das Escolas de Arquitetura e Urbanismo em Língua Portuguesa (2011 a 2013). Foi responsável pela produção de grande parte das cerca de 10.000 habitações construídas em regime de pré-fabricação pesada na zona de Lisboa e da Grande Lisboa. Entre diversos cargos e funções relacionadas com o ensino, formação e prática da Arquitetura, foi presidente da Diretoria da Assembleia Geral do Colégio de Especialização em Gestão, Direção e Fiscalização de Obras (2014 a 2017). Em 2019, foi eleito Académico Nacional efetivo pela Academia Nacional de Belas Artes e é, desde 2023, presidente da referida Academia.
O evento, que se realizou entre 11 e 13 de fevereiro, foi organizado pelo Centro de Estudos Socioeconómicos e Territoriais do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa e está inserido no projeto de pesquisa "ArchLabour: Arquitetura, Colonialismo e Trabalho". Acolheu contribuições de diversas origens geográficas, disciplinares e cronológicas, promovendo um debate amplo e estimulante, que cruzou a história da arquitetura colonial, a história social e do trabalho e a tecnologia da construção.
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Nota: Notícia elaborada com o apoio do Dr. João Cardim.
Ilustração do banner: Professor Doutor Arqt. Alberto Cruz Reaes Pinto. (© Fundação Minerva • Arquivo da Universidade Lusíada • Tânia Araújo, 2008)
