Professor Guilherme d'Oliveira Martins toma posse como Chanceler das Antigas Ordens Militares.
No dia 20 de julho de 2026, o Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas, António José Seguro, conferiu posse, no Palácio de Belém, ao Chanceler das Antigas Ordens Militares, Professor Dr. Guilherme Waldemar Pereira d'Oliveira Martins, docente da Universidade Lusíada (Lisboa), a par dos Chanceleres das Ordens Nacionais e das Ordens de Mérito Civil, respetivamente o Dr. José Manuel Nunes Liberato e a Dr.ª Maria da Graça de Freitas.
O agora Chanceler tem uma vasta experiência na área educativa e no campo da cultura, evidenciada não só pela atividade docente, mas igualmente por funções e cargos que tem desempenhado no decurso da sua vida profissional, destacando-se o ter sido administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian (2015 – 2025), presidente do Centro Nacional de Cultura (2002 – 2016), Vice-Presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1988 – 1994), Secretário de Estado da Administração Educativa (1995 – 1999) e Ministro da Educação (1999 – 2000). Da vasta obra de que é autor, quase toda dedicada à defesa da cultura portuguesa e do património cultural, destaca-se "Património cultural: realidade viva" (2020), editado pela Fundação Manuel dos Santos.

Ilustração: Tomada de posse do Professor Dr. Guilherme Waldemar Pereira d'Oliveira Martins. (© Presidência da República • Ana Rocha Nené, 2026)
As Antigas Ordens Militares que se mantêm (desde 1918) são a Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a Ordem de Cristo, a Ordem de Avis e a Ordem de Sant’Iago da Espada, são o testemunho da tradição secular de que são herdeiras as Ordens Honoríficas Portuguesas. Mantendo a antiga nomenclatura de 'Ordem Militar', refere-se atualmente a uma designação que pretende destacar o carácter histórico que lhes está associado. As ordens monástico-militares que lhes deram origem foram criadas na Idade Média, com a aprovação do Papa e com a proteção régia, visando tomar parte ativa na Reconquista, à qual deram um contributo decisivo.
A Ordem do Infante D. Henrique (1960), a Ordem da Liberdade (1974) e a Ordem de Camões (2021) compõem as Ordens Nacionais, e são testemunho de uma realidade nova, que não herda a tradição das antigas ordens de cavalaria, tendo um enorme prestígio, pelo cunho histórico associado aos acontecimentos que assinalam. As Ordens de Mérito Civil incluem a Ordem do Mérito, a Ordem da Instrução Pública e a Ordem do Mérito Empresarial.
As Ordens Honoríficas Nacionais têm, nos termos da lei, o Presidente da República como Grão-mestre, superintendendo na respetiva organização, orientação e disciplina, coadjuvado nessas funções pelos Chanceleres e pelos Conselhos das Ordens. A Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas é o serviço destinado a assegurar o regular funcionamento das Ordens, integrado na Presidência da República e dirigido pelo respetivo Secretário-Geral, que é, por inerência, o Secretário-Geral das Ordens. É a Chancelaria da Ordens que promove a organização de publicações no âmbito da sua competência, nomeadamente o Anuário das Ordens Honoríficas Portuguesas, assim como a divulgação pública da informação relativa às Ordens Honoríficas Portuguesas, aos agraciamentos e à respetiva base de dados através do sítio da Internet da Chancelaria das Ordens.
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Ilustração do banner (da esquerda para a direita): Dr.ª Maria da Graça Gregório de Freitas, Professor Dr. Guilherme Waldemar Pereira d'Oliveira Martins, Dr. António José Seguro e Dr. José Manuel Nunes Liberato, na tomada de posse dos Chancelheres das Ordens Honoríficas Portuguesas. (© Presidência da República • Ana Rocha Nené, 2026)