Professor José Francisco Pavia analisa, no canal Now, o cenário pós-eleições em Moçambique.
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Ilustração 1: Logótipo do canal Now. (© Medialivre, 2024)
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O Professor Doutor José Francisco Pavia, coordenador da licenciatura e do mestrado em Relações Internacionais da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa), investigador do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos, Internacionais e Ambientais (CEJEIA) e antigo observador português junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), analisou, no dia 1 de novembro de 2024, num direto noticioso do canal News Now, o cenário, em Moçambique, de manifestações e protestos contra os resultados eleitorais moçambicanos.
A situação atual que se vive neste país da África Oriental, com greves, manifestações e protestos um pouco por todo o país, esteve no foco dos comentários do especialista em relações internacionais que destacou, ainda, as mudanças na composição da oposição moçambicana, tendo a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) sido substituída pelo PODEMOS (Partido Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique) como principal partido que se opõe à FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). Sublinhou, igualmente, que os resultados ainda carecem da validação do Conselho Constitucional.
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Ilustração 2: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (© canal Now • Anónimo, 2024)
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As eleições gerais de 9 de outubro incluíram legislativas, para assembleias e governadores provinciais e, ainda, as sétimas eleições presidenciais. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana anunciou, em finais de outubro, a vitória de Daniel Chapo (candidato apoiado pela FRELIMO, no poder) na eleição a Presidente da República, com 70,67% dos votos. Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, rondando os 20%, e, na terceira posição, ficou Ossufo Momade, presidente da RENAMO, até agora o maior partido da oposição, com cerca de 6%.
O processo eleitoral de 2024 tem sido criticado por observadores internacionais, que apontam várias irregularidades, e marcado pela violência, com protestos na rua que levaram à intervenção da polícia, e pelo duplo homicídio de dois apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, o advogado Elvino Dias e o docente Paulo Guambe, mortos a tiro numa emboscada em Maputo na noite de 18 de outubro. A tensão pós-eleitoral e os confrontos têm-se intensificado desde que Mondlane, que tem grande apoio popular, sobretudo entre os jovens, apelou a uma greve geral e a manifestações durante uma semana em Moçambique, desde 31 de outubro, esperando-se uma grande marcha em Maputo a 7 de novembro – na qual já disse que estará presente.
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Fotografia do banner: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2022)
