Professor José Francisco Pavia comenta, no canal Now, as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia.
O Professor Doutor José Francisco Pavia, coordenador da licenciatura em Relações Internacionais e dos mestrados em Relações Internacionais e Segurança e Justiça da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (Lisboa) e antigo observador português junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), analisou, em finais de agosto e inícios de setembro de 2024, em programas do canal News Now (do grupo Medialivre), editados pelos jornalistas Mário Carneiro, Janete Frazão e José Pedro Fernandes, a situação vivida no Médio Oriente e na Ucrânia.
No dia 31 de agosto, o investigador destacou três situações relacionadas com a guerra no Médio Oriente: a abertura de uma 3.ª frente de combate entre Israel e os palestinianos, a Cisjordânia (que se junta à Faixa de Gaza e à zona norte israelita, na fronteira com o Líbano, contra o Hezbollah), que tem sofrido nos últimos dias uma intensificação dos ataques por parte de Israel; as pausas humanitárias, possíveis com a mediação da Organização das Nações Unidas (ONU), destacando a que se inicia a 1 de setembro, para a vacinação contra a poliomielite e que é "[…] uma janela de oportunidade que se abriu […]", apesar de não ser um cessar-fogo; e, por último, as dissensões que se têm observado no seio do governo israelita, sobretudo entre Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro, e o ministro da Defesa Yoav Galant, relativamente à abertura do 'corredor Filadélfia' (uma estreita faixa de terra, com cerca de 14 km de comprimento, situada na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egipto, e que, conforme os termos do tratado de paz Israel-egípcio de 1979, seria controlada e patrulhada por forças israelitas), e, ainda, no que respeita aos reféns que Netanyahu diz já não ser uma questão prioritária, algo muito mal aceite pelo povo israelita.
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Ilustração: Logótipo do canal Now. (© Medialivre • Facebook, 2024)
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Numa altura em que está quase a fazer um ano do início da guerra (7 de outubro de 2023), o Professor Doutor José Francisco Pavia sublinhou que o resultado das eleições norte-americanas, em novembro, "[...] quase que decisivamente vai contribuir para o desenrolar deste conflito [...]", porque, no seu entender, se Trump ganhar e dado que sempre apoiou Israel, a guerra irá continuar.
Nas notícias de 1 de setembro, o especialista em Relações Internacionais comentou a greve nacional em Israel, num cenário de forte pressão sobre o primeiro-ministro, que está "[...] entre a espada e a parede [...]", numa altura em que foram assassinados 6 reféns (em cativeiro há 11 meses) no túnel de Rafah, em Gaza, pelo Hamas, o que levou familiares e povo israelita a fortes protestos nas ruas de Israel. A responsabilidade foi atribuída a Netanyahu, que "[…] se recusa obstinadamente a negociar com o Hamas […]", recordando que ainda existem cerca de 100 reféns cativos pelos palestinianos.
Numa última intervenção, no dia 3 de setembro, num painel que reuniu três especialistas em relações internacionais, com a moderação do jornalista José Pedro Fernandes, o Professor Doutor José Francisco Pavia reiterou a importância das dissensões internas no governo israelita e salientou a pressão da opinião pública sobre os países do Ocidente, tendo em atenção a suspensão, por parte do Reino Unido, do envio de armas para Israel. O comentador analisou, ainda, a guerra na Ucrânia e a recente remodelação do governo de Zelensky, associada, na sua opinião, ao "[…] não sucesso de uma incursão em Kursk […]". As autoridades russas avançaram com a informação que o exército ucraniano já sofreu mais de 9.300 baixas nesta incursão terrestre contra esta região russa, iniciada em agosto, na qual Kiev reclama o controlo de uma centena de localidades, e alguém terá de assumir as culpas, sendo normal este ‘rolar de cabeças’.
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Fotografia do banner: Professor Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2018).
