Professor Mário Chaves coordena novo livro da Universidade Lusíada Editora: "Krónos, Kairós, Aion".
 |
|
Ilustração 1: capa do livro. (© Fundação Minerva • Pedro Gama, 2024)
|
A Universidade Lusíada Editora tem o prazer de anunciar a mais recente adição ao seu catálogo - o livro "Krónos, Kairós, Aion" -, com coordenação do Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves, esta publicação reúne um conjunto de contribuições de vários docentes da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada e de investigadores do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), entre outros, para explorar as múltiplas facetas do tempo na arquitetura. Esta obra oferece uma visão abrangente sobre como o conceito de tempo, desde a perspetiva aristotélica até as exigências contemporâneas, influencia a prática e a formação em arquitetura.
A obra é composta por contribuições que abordam diferentes dimensões do tempo e da arquitetura, incluindo:
- "Tempo, temporalidade e arquitectura", por Maria Jesus Carvalho;
- "Sit Lux: Venustas > Vanitas", por Mário Chaves;
- "O tempo moderno de habitar", por Mário Chaves;
- "Os dias do fim ou uma tentativa de aproximação à saudade", por Fausto Ferreira;
- "O tempo que resta", por Pedro Gama;
- "Doce brutalismo", por Carlos Lampreia;
- "Três tempos para uma valsa", por Fernando Hipólito;
- "A modernidade das formas tradicionais", por Maria Fátima Lino;
- "Circunstâncias do viver: tempo e arquitectura", por Maria Dulce Loução;
- "A superfície na arquitetura contemporânea: valorização da imagem sobre a tradição", por Luís Morais Santos;
- "O estado da nação", por Gonçalo Seabra;
- "Cidades dotadas de uma inteira falta de atenção", por Rui Seco;
- "Sustentabilidade na arquitetura: aplicação de conceito passive house em Portugal", por Iolanda Valentim
- "Conversas de circunstância [ou as circunstâncias da conversa]", por Ricardo Zuquete.
 |
|
Ilustração 2: figura retirada do livro (p. 64). (© Fundação Minerva • Pedro Gama, 2024)
|
"Krónos, Kairós, Aion" destaca a importância da flexiexistencialidade na arquitetura, uma abordagem que combina ética, identidade, intuição, intenção, interesse, impacto e inquietação do arquiteto. Este conceito é fundamental para responder às demandas aceleradas e disruptivas da sociedade contemporânea, marcada pela globalização, digitalização e inteligência artificial. De acordo com o Professor Mário Chaves (2024, p. 44), "[...] o flexiexistencialismo reconhece a importância do contexto e as circunstâncias individuais, na promoção das soluções habitacionais sustentáveis que tenham adesão ao contexto local, cultural, ambiental e geográfico, de modo a fomentar técnicas de construção e materiais adaptados ao clima, costumes e condições locais, otimizando as tecnologias pela qualidade do projeto. A arquitetura é a disciplina transversal que gera o consenso e promove o todo sobre as partes [...]".
Os capítulos desta obra exploram como diferentes tempos e temporalidades influenciam a criação de formas, espaços e utilidades, essenciais para atender às novas exigências sociais. A flexibilidade e a capacidade de conciliação são enfatizadas como fundamentais para manter o consenso e evitar conflitos na prática arquitetónica.
A publicação também sugere que a perspetiva aristotélica de educação pode ser um modelo valioso para preparar os novos arquitetos para os desafios de uma sociedade em constante evolução. Assim como Aristóteles influenciou Alexandre, o Grande, esta abordagem pode capacitar futuros arquitetos a criar soluções inovadoras e sustentáveis.
 |
|
Ilustração 3: retrato do Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves. (© Fundação Minerva • Tânia Araújo, 2010)
|
O Professor Mário Chaves, para além de arquiteto, é professor associado da FAA da Universidade Lusíada (Lisboa), é investigador integrado no CITAD, onde integra o grupo de investigação "Arquitetura e urbanismo". É, também, coordenador de diversas obras já publicadas pela ULE, das quais se destacam "Kósmos" (2023), "Casa de Janus" (2021) "Cavalo de Tróia" (2020), "O fio da navalha" (2017), "Super-heróis: arquitectura em reacção, arquitectos em acção" (2015) e "Habitar" (2012).
Disponível na Universidade Lusíada Editora, "Krónos, Kairós, Aion" é uma leitura essencial para estudantes, professores e profissionais da arquitetura que procuram compreender e adaptar-se às rápidas mudanças do mundo contemporâneo. Esta obra é um recurso inestimável para a formação de novos arquitetos, oferecendo reflexões valiosas sobre a relação entre tempo e arquitetura e preparando-os para os desafios e oportunidades do futuro.
Convidamos toda a comunidade académica e profissional a explorar esta nova publicação e a integrar estas perspetivas inovadoras no seu percurso formativo e profissional.
Paulo Amaral Soares
Editor e revisor editorial
Outros posts de Paulo Amaral Soares
Contato do autor
Biografia completa
Biografia completa
Paulo Amaral Soares é Diretor-Adjunto do Departamento de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada e é investigador no Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Intervenção Social. Colabora, também, no desenvolvimento de projetos nas áreas das tecnologias da informação e comunicação, como são exemplos os portais “Arquitetura do Saber”, "Portal do Conhecimento" e “e-Lusíada”.
É licenciado em Ciências da Comunicação (ramo Investigação e Cultura) e mestre em Ciências da Informação e Documentação (área de biblioteconomia) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
x
Facebook page