Professora Helena Botelho participa em série documental sobre os 50 anos do 25 de abril de 74, com a curadoria de Gonçalo M. Tavares.
A série documental "Vem ver a minha Revolução", que celebra os 50 anos do 25 de abril de 1974, com a curadoria do escritor e professor Gonçalo Manuel de Albuquerque Tavares, mais conhecido no universo literário por Gonçalo M. Tavares, contou com a participação da Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, diretora e docente da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa) e investigadora do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD) da Universidade Lusíada.
"Vem ver a minha Revolução", com produção da Alfabeto Padrão, convidou várias personalidades para, em vários episódios, falarem sobre 50 revoluções em 50 anos e, no 4.º episódio – “Revolução na Democracia”, de 19 de dezembro de 2024, podemos conhecer a visão da Professora Helena Botelho, a par da perspetiva do estudante João Mendes, da Escola Secundária Amélia Rey Colaço.
Ilustração 1: Participação da Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho no documentário "Vem ver a minha Revolução". (© Câmara Municipal de Oeiras, 2024)
"O ser viajante na aprendizagem" foi o destaque da docente, referindo-se à criação do programa Erasmus (1987), "[…] que permite que muitos estudantes consigam ter uma mobilidade [que possibilita] o conhecimento de diversas culturas [e] ter uma proximidade com outros universos e criar um mundo que se pretende local e global ao mesmo tempo […]". No futuro, a Professora Helena Botelho gostaria de ver, "[…] partindo do pressuposto da liberdade […], que existisse conhecimento e educação que nos permita reconhecer os diferentes níveis de culturas e que consigamos ser todos, dentro da democracia, tratados de igual forma […]". Reitera que "[…] a grande revolução do futuro é todos nós (no mundo todo) termos as mesmas oportunidades […], que todos pudéssemos ser iguais […], que o poder não se sobrepusesse ao povo […], porque, na realidade todos somos reféns do poder, da economia e de vários fatores que acabam por criar desigualdades […]".

Ilustração 2: Cartaz do projeto "Vem ver a minha Revolução". (© Câmara Municipal de Oeiras, 2024)
O projeto, uma iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras, foi apresentado oficialmente no dia 21 de novembro de 2024, no Templo da Poesia, no Parque dos Poetas, em Oeiras, estreando a 25 do mesmo mês, e destaca meio século de democracia e liberdade em Portugal. Através das palavras de, entre outros, Carlos Nogueira, Ana Saramago Matos, Delfim Sardo, Joana Carneiro, Daniel Sampaio, Marta Crawford, Luís Santiago Baptista, Aldina M. Duarte, Martim Sousa Tavares, Fabrícia Valente, Guta Moura Guedes e Miguel Guilherme, podemos assistir a uma reflexão sobre as mudanças que moldaram a sociedade portuguesa desde a Revolução, analisando os seus impactos ao longo das décadas. A série, um conjunto de 50 documentários, que decorre de 2024 a 2026, explora as transformações em áreas temáticas específicas, combinando o conhecimento de especialistas com a visão de jovens estudantes das escolas do concelho de Oeiras, promovendo um diálogo intergeracional entre o passado e o futuro. Os episódios estão disponíveis no portal institucional do município e também estão partilhados nas redes sociais do Município de Oeiras.
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Ilustração do banner: Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho na gravação da série documental "Vem ver a minha Revolução". (© Anónimo • Instagram, 2025)
