Professoras Lígia Nascimento e Manuela Faia Correia publicam artigo sobre tecnoeustresse na revista "Technology in Society".
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Ilustração 1: capa da revista. (© ELSEVIER, 2024)
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A Professora Doutora Maria Ligia Jardim do Nascimento Pires Brás e a Professora Doutora Maria Manuela Marques Faia Correia, docentes da Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa da Universidade Lusíada (Lisboa) e investigadoras do Centro de Investigação em Organizações, Mercados e Gestão Industrial (COMEGI), em conjunto com o Professor Doutor Christopher Califf, investigador norte-americano de referência na área temática deste trabalho, publicaram recentemente um artigo científico na prestigiada revista "Technology in Society", indexado e classificado com Q1 (98%) no ranking SCOPUS. A revista é publicada pela conhecida editora Elsevier.
O artigo "Towards a bright side of technostress in higher education teachers: identifying several antecedents and outcomes of techno-eustress" resulta de um estudo sobre quais os fatores tecnológicos, individuais e organizacionais, que influenciam o tecnoeustresse nos professores do ensino superior e que impacto tem o tecnostresse bom no trabalho desempenhado.
As autoras têm, nos últimos anos, desenvolvido investigação relacionada com esta temática, tendo a Professora Lígia Nascimento defendido, em junho de 2022, a sua tese de doutoramento em Gestão sobre "Tecnostress, tecnoeustress: estudos dos docentes do ensino superior em Portugal", orientada pela Professora Manuela Faia Correia, procurando preencher uma lacuna na literatura sobre como o tecnostresse pode ser benéfico em contexto académico e contribuir para resultados positivos no local de trabalho.
Segundo as autoras, este é um tema atual, que se evidenciou sobretudo durante o período pandémico da Covid-19, com uma presença cada vez maior da tecnologia no ensino e na investigação, referindo que "[...] digitization is a global trend in education. Education is one of the largest non-technology sectors that has gradually incorporated ICT [...]" (fonte: artigo), o que pode levar a efeitos negativos sobre a classe docente, ser prejudicial às organizações e à sociedade (stress tecnológico).

Ilustração 2: pormenor da primeira página do artigo. (© ELSEVIER, 2024)
O artigo esclarece que o tecnostresse "[...] was originally defined as a modern disease of adaptation caused by an inability to cope with the new computer technologies in a healthy manner [...]", mas também pode ter efeitos positivos (tecnoeustress). O conceito de eustress resulta de uma associação entre as palavras euphoria e stress, e é definido pelo Cambridge Dictionary como "[...] positive stress, that comes from positive challenges or exciting experiences [...]", ou seja, um stress benéfico, geralmente de curto prazo, que resulta de experiências ou desafios positivos e que pode motivar e melhorar o desempenho.
Desta forma, o artigo apresentado visa identificar os antecedentes e os resultados do tecnoeustresse vivenciado por professores de ensino superior, investigou especificamente como três características da tecnologia (utilidade, fiabilidade, complexidade), três traços individuais ("atenção plena" em Tecnologias de Informação – TI, capacidade de superação/flexibilidade e idade) e dois mecanismos organizacionais (literacia sinérgica e suporte técnico), têm impacto sobre os sentimentos de tecnoeustresse e como estes, por sua vez, influenciam a satisfação e o desempenho no trabalho.
A metodologia utilizada recorreu a métodos mistos (quantitativo e qualitativo) para conduzir a investigação, as entrevistas semiestruturadas ajudaram a construir um modelo de investigação empírica, testado mediante dados de inquéritos recolhidos junto de 1.107 docentes do ensino superior português.
Os resultados indicam que, embora ainda com um impacto pequeno, a utilidade, a literacia sinérgica, a "atenção plena" em TI e a flexibilidade de gestão são vetores positivos do tecnoeustresss, e efetivamente o tecnoeustresse está positivamente relacionado com a satisfação e com o desempenho no trabalho.
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Fotografia do banner (da esquerda para a direita): Professora Doutora Maria Ligia Jardim do Nascimento Pires Brás e Professora Doutora Maria Manuela Marques Faia Correia. (© Fundação Minerva, 2024)