Universidade Lusíada assinala o Dia Internacional da Mulher.
A UNWomen, a estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada à defesa dos direitos das mulheres, declarou "Rights. Justice. Action. For ALL women and girls" como tema para o Dia Internacional da Mulher em 2026, destacando a necessidade de eliminar barreiras legais e garantir a igualdade jurídica. Celebrado anualmente a 8 de março, desde 1975, por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Dia Internacional da Mulher constitui um momento de reflexão, reconhecimento e mobilização em torno dos direitos das mulheres e da igualdade de género.
Para assinalar a efeméride e a sua importância no atual contexto académico português, a "Lusíada News" ouviu as mulheres que ocupam cargos de direção e/ou coordenação na Universidade, dando-lhes voz através de uma série de pequenos depoimentos. Esta iniciativa teve como objetivo destacar percursos de liderança feminina, refletir sobre os desafios que ainda persistem e valorizar a contribuição das mulheres para a gestão e o desenvolvimento das Instituições de Ensino Superior. As entrevistadas partilharam as suas experiências profissionais, salientando que a presença de mulheres em cargos de liderança universitária não representa apenas uma questão de justiça ou de representação equilibrada, mas também um fator essencial para promover a diversidade de perspetivas, a inovação organizacional e ambientes institucionais mais inclusivos.

Ilustração: Composição a assinalar o Dia Internacional da Mulher na Universidade Lusíada. (© Fundação Minerva, 2026)
A Vice-Presidente da Fundação Minerva e Vice-Chanceler da Universidade Lusíada, Dr.ª Anabela Maria Lamelas Gomes Neto, sublinhou que "os princípios que consideramos importantes para a igualdade de oportunidades já estão contemplados na missão e nos valores da Instituição". Referiu, ainda, que o acesso a posições de decisão tem vindo a aumentar nas últimas décadas, e que a Universidade Lusíada, que este ano comemora 40 anos de existência, tem desempenhado um papel importante na promoção e defesa dos direitos das mulheres, desde a sua fundação, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária. "Liberdade académica: liberdade de ensinar e liberdade de aprender, sem medo, sem coação, sem limites", foi o destaque dado pela Pró-Reitora, a Professora Doutora Marisa Isabel Almeida Araújo, que enfatizou que "a Universidade Lusíada não assume esta máxima, como um princípio em geral, mas como um exercício efetivo deste mesmo princípio, com boas-práticas e procedimentos que permitem a sua concretização para todas nós". Este princípio, nas suas palavras, "é um farol e um exemplo para toda a sociedade". A Provedora do Estudante, Professora Doutora Teresa Paula Garcia Rodrigues da Silva, referiu que a igualdade de oportunidades é um tema complexo que envolve a "não discriminação em razão do sexo, no acesso aos serviços académicos, ao ensino e nas saídas profissionais". Considerou, ainda, ser importante "realçar o projeto educativo da Universidade Lusíada, nos valores em que assenta, de rigor, de compromisso e de integridade", caminhando para a equidade.
Foram, igualmente, ouvidas as diretoras de Faculdade, de Institutos e de Centros de Investigação, Professoras Doutoras Helena Botelho (Faculdade de Arquitetura e Artes, Lisboa), Joana Oliveira (Instituto de Psicologia e Ciências da Educação, Porto), Joana Cruz (Centro de Investigação em Psicologia para o Desenvolvimento), Isabel de Sousa (Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa), e Túlia Maia Cabrita (Instituto de Psicologia e Ciências da Educação, Lisboa) e, ainda, as coordenadoras de curso (licenciatura, mestrado e doutoramento), Professoras Doutoras Ana Cristina Ferreira (Engenharia e Gestão Industrial, V.N. Famalicão) Benedita Camacho (Design, Porto e V.N. Famalicão), Isabel Machado Oliveira (Contabilidade, V.N. Famalicão), Mónica Mendes Ferreira (Marketing, Lisboa). Entre vários aspetos, foram referidos: a crescente participação de mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como a Arquitetura e as Engenharias; a distribuição equitativa de cargos de direção na instituição; a valorização do potencial de cada pessoa; o compromisso sério da instituição com a igualdade de género; a construção, em sala de aula, da igualdade, da competência, e do mérito; o acesso igualitário ao mundo académico; a celebração da força, do talento e da dedicação das mulheres; a conciliação entre a vida familiar e a vida profissional; e a existência de práticas que asseguram a equidade nas oportunidades.
A preocupação com o bem-estar da Comunidade Lusíada está a cargo do SABES - Serviço de Apoio ao Bem-Estar e Saúde, e uma das suas coordenadoras, a Professora Doutora Ana Meireles (Porto) afirmou que "mais do que celebrar as mulheres, importa reconhecer a responsabilidade que temos nas nossas mãos – gerir expetativas, estereótipos, equilibrar firmeza e empatia, confiança e humildade". A Professora destacou, ainda, que a Universidade Lusíada "tem vindo a afirmar, de forma cada vez mais clara, a presença de mulheres em funções de decisão, contribuindo para uma cultura mais justa, mais inclusiva e mais preparada para os desafios atuais".
Enquanto espaço de produção e disseminação de conhecimento, a Universidade Lusíada tem uma responsabilidade acrescida na promoção da igualdade de género. Assinalar o Dia Internacional da Mulher, significa reconhecer e promover o papel central que as mulheres desempenham na investigação, na docência, na gestão e na liderança académica. Numa instituição que conta com várias mulheres em cargos de direção, esta data assume um significado ainda mais especial. Esta data simboliza não só a memória das lutas do passado, mas também a concretização de mudanças reais no presente e a aposta num futuro mais paritário. A presença de mulheres em posições de liderança académica constitui um exemplo inspirador para estudantes e colaboradores, demonstrando que o mérito, a competência e a capacidade de liderança não têm género.
Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, a Universidade Lusíada reafirma o seu compromisso com os seguintes valores:
- a igualdade de oportunidades no acesso e na progressão na carreira;
- a valorização do talento feminino em todas as áreas do saber;
- a promoção de ambientes académicos inclusivos, seguros e respeitadores;
- o incentivo à investigação e ao debate sobre questões de género.
Neste 8 de março, celebramos TODAS as mulheres da nossa Universidade: docentes, investigadoras, estudantes, colaboradoras, técnicas e dirigentes. Renovamos o compromisso de continuar a construir, em conjunto, um futuro assente na igualdade, na excelência e no respeito mútuo.
A origem do Dia Internacional da Mulher está associada a vários movimentos laborais e políticos que surgiram um pouco por todo o mundo, entre o final do século XIX e o início do século XX. Os mais conhecidos foram as greves das operárias têxteis, em Nova Iorque, em que milhares de mulheres reivindicaram melhores condições de trabalho, a redução do horário laboral e a igualdade salarial. Em 1975 — Ano Internacional da Mulher — a ONU escolheu o dia 8 de março para celebrar oficialmente o Dia Internacional da Mulher, reforçando a sua dimensão global. A data caracteriza-se por um duplo movimento: celebração e reivindicação. Celebra-se o caminho já percorrido, as conquistas alcançadas e o talento feminino em múltiplos domínios; simultaneamente, reivindica-se, a continuidade do compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, inclusiva e equitativa.
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Ilustração do banner: Imagem alusiva ao "Mês da História da Mulher" • Março de 2022. (© Sylisia, 2022)